Bárbara Damásio

Apresentação

Olá a todos! Eu sou a Bárbara e estou no 12º ano na área de ciências e tecnologias.

Este ano, foi-nos proposto que escolhêssemos duas disciplinas para aprofundarmos mais duas áreas de conhecimento. Uma das minhas escolhas, como podem ver, foi biologia. A outra foi psicologia.

Para vos falar um pouco mais sobre mim, sou uma pessoa extrovertida, simpática e, nos mais diversos contextos, muito determinada. Estou sempre disposta a ajudar os outros e a sair da minha zona de conforto. Espero que este seja um ano em que se revelarão novos horizontes. Obrigada e fiquem para acompanhar a minha aventura <3


24 de maio de 2022

Boa tarde a todos, sejam bem-vindos a mais uma das minhas reflexões individuais! Há uns dias foi aprovada em Espanha a licença menstrual e, por isso, como em Portugal essa proposta também esteve em cima da mesa, decidi pesquisar mais e descobrir o que tinha sido discutido. Assim, e como já devem ter percebido, o tema de hoje é a discussão da licença menstrual em Portugal.

A primeira informação que descobri em relação a este assunto foi que a licença menstrual, proposta pelo PAN, foi chumbada. O Parlamento rejeitou na passada segunda-feira (dia 23 de maio de 2022), na especialidade, uma proposta do PAN de alteração ao Orçamento do Estado para 2022 que previa a atribuição de uma licença para mulheres que sofram com dores menstruais "graves e incapacitantes" poderem ausentar-se ao trabalho.

Nas votações na especialidade, que começaram esta segunda-feira na Comissão de Orçamento e Finanças, no parlamento, a proposta mereceu os votos contra de PS, PSD, Iniciativa Liberal e Chega e os votos favoráveis da deputada única do PAN e da bancada do PCP, além da abstenção do BE. Assim, os votos do PAN e do PCP não foram suficientes para aprovar a licença menstrual.

Numa tentativa de seguir o exemplo da vizinha Espanha, o PAN pretendia que esta licença pudesse “ir até três dias de ausência ao trabalho por mês”, sem determinar “perda de quaisquer direitos, salvo quanto à retribuição, desde que a trabalhadora beneficie de um regime de segurança social de proteção na doença”. Esses três dias seriam considerados como “prestação efetiva de trabalho”. A proposta rejeitada implicava a apresentação de um atestado médico ou declaração de estabelecimento hospitalar ou centro de saúde da condição incapacitante. Caso existisse a apresentação de declaração médica “com intuito fraudulento”, o PAN sugeria que essa “falsa declaração” fosse motivo para “justa causa de despedimento”.

O Governo de esquerda espanhol aprovou na semana passada, um projeto inédito na Europa que, entre outras alterações, vai criar uma “baixa menstrual” que pode ir de três a cinco dias para as mulheres, a partir dos 16 anos, que sofrem de fortes dores menstruais.

Após sair o veredicto do Parlamento, pelas vais diversas redes sociais surgiram várias teorias sobre aquilo que está por trás da votação de cada partido, contudo, a verdade é que esta é uma discussão que deve existir. Embora muitos possam dizer que percebem, ou então, ainda pior, que as mulheres estão a exagerar, muitas delas apresentam mesmo quadros menstruais altamente incapacitantes. Não se deveria exigir a um ser humano, quer seja homem ou mulher, que fosse trabalhar enquanto perde grandes quantidades de sangue e apresenta dores menstruais tão intensas que nem sequer lhe permitem mover-se. Contudo, a discussão sobre este tema não acaba aqui, pois muitas são as questões éticas que se podem levantar.

Decidi fazer uma reflexão sobre este tema, pois considero que este seja um tema que deve ser discutido e sobre o qual mais pessoas devem pensar. Este é um tema que envolve de forma muito profunda a sociedade, pois só ela pode decidir até onde irá, ou deve ir esta discussão, e qual será a conclusão final. Todos fazemos parte desta sociedade e, por isso, devemos respeitar os limites que as pessoas que nela estão envolvidas possam ter quer sejam limites psicológicos ou essencialmente físicos, como neste caso.

Espero que tenham gostado desta reflexão! Até à próxima! :)



16 de maio de 2022

Bom dia a todos, estou de volta com mais uma das minhas reflexões individuais! O tema da minha reflexão de hoje é inspirado num fenómeno que foi destacado por muitos nas mais diversas redes sociais. Assim, e sem mais demoras, a minha reflexão de hoje tem como tema o primeiro eclipse total da Lua de 2022.

O eclipse lunar começou por volta das 4h29 (hora de Portugal Continental) da madrugada desta segunda-feira, 16 de maio, tendo tido o seu “ponto máximo” por volta das 5h12. A Lua começou a sair da sombra da Terra perto das 6h da manhã. O eclipse total da Lua teve um largo período de observação, com uma duração de 85 minutos entre o início e o fim do fenómeno. No céu, pudemos ver o nosso satélite natural com tons avermelhados, o chamado fenómeno de “Lua de sangue”. Como já vos referi na introdução ao tema, este foi o primeiro eclipse toral da Lua em 2022. Contudo, este foi um eclipse diferente, pois a Lua vai continuou totalmente visível, mas com tons avermelhados a cobrirem a sua superfície.

De acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa, se as condições meteorológicas tivessem permitido, teria sido possível acompanhar este fenómeno até a Lua sair quase completamente da sombra da Terra, em Portugal continental. Nos arquipélagos dos Açores (onde é menos uma hora do que no Continente) e da Madeira teria sido possível ver a Lua a sair da sombra na sua totalidade, já que a Lua se põe mais tarde nas ilhas portuguesas. Contudo, em Portugal, a nebulosidade registada esta madrugada em grande parte do território impediu a observação do eclipse lunar na totalidade. Na América do Sul e Central o fenómeno foi visto em plenitude, assim como em algumas zonas da América do Norte, Europa e África.

Os eclipses lunares totais acontecem quando o Sol, a Terra e a Lua se alinham adequadamente para que a Lua fique na sombra do nosso planeta. Isto acontece apenas duas a três vezes por ano, já que a órbita do nosso satélite natural é inclinada. A maioria dos eclipses não é total e este fenómeno só acontece durante a fase de Lua Cheia (na qual a Lua esteve de domingo para segunda-feira). O eclipse total só acontece quando a totalidade do satélite natural está nos limites do cone de sombra da Terra (conhecido como umbra). Já os tons avermelhados podem explicar-se tendo em conta que a atmosfera da Terra funciona como um filtro para a luz solar. Este filtro deixa passar de forma mais eficaz os tons vermelhos e reflete os verdes e azuis (daí o azul do céu durante o dia). Ou seja, quando os raios solares atingem indiretamente a Lua, iluminam o nosso satélite natural com os tons avermelhados que este filtro deixou passar. Sem a atmosfera do nosso planeta, a Lua quando entrasse na umbra ficaria às escuras.

Durante o eclipse total da Lua, em que esta está na umbra da Terra, o nosso satélite natural recebe luz indireta, através da atmosfera terrestre. Através da refração, a luz é filtrada e orientada para o nosso satélite natural – criando a coloração avermelhada que pudemos ver esta segunda-feira de madrugada.

Se as condições permitirem, um eclipse lunar pode ser observado a olho nu, sem proteção. Ao contrário de um eclipse solar, que requer equipamento especial para ser observado em segurança. 

Este não foi o maior eclipse total deste século, já que este aconteceu em 2018, numa noite de Verão onde também pudemos ver Marte, Júpiter e Saturno. O próximo eclipse total da Lua acontece a 8 de novembro e antes ainda teremos um eclipse parcial do Sol durante a manhã de 25 de outubro.

Decidi realizar uma reflexão sobre este tema, pois, apesar de não estar muito dentro daquelas que são as particularidades da astronomia, acho que estes tipos de fenómenos são verdadeiramente impressionantes. Acredito que a maioria das pessoas, tal como eu, também os admire, mas não saiba nada sobre eles. Assim, achei que fazer esta reflexão sobre este tema, explicando o porquê de ele acontecer e como acontece, seria uma boa oportunidade para que mais ficassem a saber mais sobre este tema. Como diria alguém que conheço: “o saber não ocupa lugar”. Por último, este é um tema que, claramente, relaciona, principalmente, a ciência e a tecnologia. Isto tendo em conta que sem os conhecimentos científicos e tecnológicos não seria possível saber quando poderiam ocorrer fenómenos como este, como poderíamos observá-los e se poderíamos observá-los. A Ciência e a Tecnologia permitem, também, estudar estes fenómenos de forma a saber como eles ocorrem e o que leva a que eles ocorram, algo que nos pode dar novas informações sobre a forma como funciona o nosso planeta.

Espero que tenham gostado desta reflexão! Até à próxima! :)



08 de maio de 2022

Boa tarde a todos, sejam bem-vindos, após mais uma semana, a mais uma das minhas reflexões individuais. Esta semana não sabia bem que tema queria falar e, por isso, entrei no motor de busca do meu computador e comecei a ver quais eram as notícias do dia. Ao fim de relativamente pouco tempo encontrei uma notícia da SIC Notícias, cujo título era bastante interessante, e li tudo sobre ela. Como gostei daquilo que li, escolhi a chegada de um Trimarã 100% sustentável como tema da minha reflexão de hoje.

Trimaran ou Trimarã é uma embarcação com três cascos, mais precisamente, com um casco central conectado a outros dois cascos de menor comprimento em cada bordo da embarcação. No passado sábado, dia 7 de maio de 2022, um trimarã 1005 sustentável atracou em Cascais no âmbito de uma iniciativa contra a poluição marinha. Existem apenas sete barcos como este no mundo inteiro. Este trimarã designado Trimarã SVR Lazartigue é aerodinâmico e pesa 15 toneladas e 32m de comprimento. Esta embarcação é um projeto da fundação francesa Kresk 4 Oceans e foi apadrinhado pelo português Miguel Lacerda, da Associação Casccaisea. Como já referi na introdução desta reflexão, 100% sustentável, já que não precisa de consumir combustíveis, por isso, posso também adiantar já que 99% da energia usada é do vento, através das velas, ou seja, energia 0% poluente e 100% sustentável.

Numa entrevista dada à SIC, François Gabart (Skipper do Trimarã) disse que como este tipo de barcos voam, não precisam de muita potência. Têm um painel solar, pois um barco assim necessita de um sistema elétrico. Contudo, este único painel é suficiente o que mostra, mais uma vez, o quanto este barco é sustentável. O trimarã tem ainda um piloto automático e, também por isto, também precisa de alguma fonte de energia.

Como referi, no passado sábado, esta embarcação fez a sua primeira paragem em Cascais depois de ter saído da Bretanha em França. O barco vai percorrer o Mar Mediterrâneo num âmbito projeto de sensibilização para o lixo e a poluição nos oceanos. Vai passar por Barcelona, Marselha, Génova e Tunes, num percurso que termina a 20 de maio, Dia Europeu do Mar. O fim da viagem, tal como o início será também em França.

Em entrevista à SIC, Miguel Lacerda considera que projetos como este reconhecem o trabalho desenvolvido por aqueles que lutam contra a poluição, mostrando que todos os envolvidos “fazem muito barulho” e conseguem com que a sua voz se faça ouvir. São iniciativas como esta que, segundo o mesmo, acabam por sensibilizar a população, pois deve apostar-se na educação/formação e sensibilização das pessoas.

O plástico é o poluente marinho mais comum, entre 8 e 12 milhões de toneladas acabam no mar todos os anos. Cientistas alertam que em 2050 haverá mais plástico do que peixe nos oceanos.

Decidi fazer uma reflexão sobre este tema, porque achei que este tema é bastante interessante e, apesar de não ser uma grande revolução ou protesto, é uma forma diferente de chamar a atenção de todos para o problema que continuamos a ter da poluição dos oceanos. Assim, este é um tema que envolve de forma muito próxima a tecnologia, o ambiente e a sociedade, uma vez que sem os avanços tecnológicos não seria possível desenvolver embarcações como o trimarã e muito menos seria possível continuar a descobrir cada vez mais maneiras inovadoras de resolver o problema que é a poluição. Por último, é em temas como este que vemos como a sociedade e o ambiente se podem relacionar de forma tão próxima. Se não for a sociedade a tomar a iniciativa de melhorar a situação ambiental atual, não há nada que, por si só, o ambiente possa fazer.

Espero que tenham gostado desta reflexão! Até à próxima! :)



02 de maio de 2022

Boa tarde a todos, sejam bem-vindos a mais uma das minhas reflexões individuais! O tema que escolhi para a minha reflexão de hoje surgiu após as notícias que nos continuam a chegar sobre eles todos os dias. A verdade é que, para além da guerra, outro tema tem aparecido frequentemente nos mais diversos canais de notícias e, por isso, de forma a poder estar um pouco mais informada sobre ele, fiz um pouco de pesquisa e encontrei uma notícia bastante elucidativa em relação ao tema. Sem mais demoras, o tema de hoje é os casos de hepatite aguda que têm aparecido em idade pediátrica pelos mais variados países do Mundo.

As hepatites, no geral, podem ser assintomáticas ou causar sintomas ligeiros e inespecíficos como, por exemplo, anorexia, cansaço, náuseas, vómitos, dor abdominal e febre, podendo, por isto, confundir-se com outras infeções. O inesperado aumento de casos de hepatite aguda em idade pediátrica de causa desconhecida, maioritariamente na Europa e nos Estados Unidos da América, tem colocado em alerta as autoridades de saúde, os médicos e os pais. Até à data, segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS), não há casos registados em Portugal. A hepatite aguda não é uma doença nova, tratando-se de uma inflamação difusa do fígado em que ocorre lesão e morte dos hepatócitos. O aparecimento da cor amarela dos olhos e da pele (icterícia), assim como urina muito escura (colúria) ou fezes descoradas (acolia), são sinais mais específicos do envolvimento do fígado e devem motivar observação médica.

As causas que levam à lesão hepática são várias, incluindo infeciosas, tóxicas/medicamentosas, autoimunes (desregulação do sistema imunitário) ou metabólicas. Contudo, pode mesmo dizer-se que a causa mais frequente de hepatite é a infeciosa, sendo os vírus os principais responsáveis. Os vírus que afetam especificamente o fígado apresentam diversos modos de transmissão e epidemiologia (vírus da hepatite A, B, C, D, E). Ainda existem outros vírus que, embora não atuando predominantemente no fígado, também podem causar hepatite geralmente ligeira e transitória.

A maioria dos casos de hepatite viral tem resolução espontânea. O organismo consegue reagir à infeção e o fígado recuperar totalmente em “apenas” algumas semanas, no entanto, alguns casos evoluem para hepatite crónica. Mais raramente, em crianças saudáveis, a hepatite de origem viral aguda pode progredir de uma forma rápida para falência hepática aguda, na qual o fígado deixa de ser capaz de realizar as suas múltiplas funções. Ainda assim, nestes casos, que são graves e que exigem tratamento diferenciado, também é possível ocorrer resolução do quadro clínico. Caso contrário, é necessário recorrer ao transplante de fígado. O tratamento depende da gravidade, mas geralmente é de suporte e inclui uma boa hidratação e repouso. Dependendo do tipo de vírus envolvido, é possível a profilaxia pré e pós-exposição, utilizando-se imunoglobulinas ou vacinas.

Mas o que podemos nós fazer para prevenir a propagação deste vírus? Para a prevenção é fundamental a higienização dos alimentos que são ingeridos crus, a lavagem frequente das mãos e uma boa higiene respiratória, nomeadamente, tossir para um lenço de papel ou cotovelo.

Mas afinal, o que sabemos até ao momento sobre os casos de hepatite aguda?

Os casos de hepatite de etiologia indeterminada foram descritos em crianças com idades entre 1 mês e 16 anos, maioritariamente, entre 3 e 5 anos. A maioria das afetadas era saudável e a apresentação mais frequente da doença foi um quadro gastrointestinal (dor abdominal, vómitos, diarreia) nas 2-3 semanas prévias ao aparecimento da icterícia. A maioria das crianças recuperou espontaneamente. Em 10% dos casos, foi necessário recorrer a transplante hepático.

A comunidade científica aponta para uma possível causa infeciosa. O adenovírus já foi identificado em muitos dos doentes, podendo ser um potencial agente causal. A circulação destes vírus, normalmente causadores de quadros gastrointestinais e respiratórios, é comum nesta época do ano. De momento, não devem ser feitas especulações sobre possíveis agentes etiológicos nem sobre eventuais associações com a vacinação contra o SARS-COV2, com o fim da utilização de máscara ou com uma maior fragilidade do sistema imunitário. Deve aguardar-se as conclusões das sociedades médicas e científicas que estão a investigar os casos.

Em Portugal, a Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) criou um grupo de trabalho que já elaborou um protocolo de atuação clínica e de investigação. A DGS, em articulação com a SPP e o Programa Nacional para as Hepatites Virais, anunciou a criação de uma Task force para acompanhar e avaliar a evolução da situação e elaborar orientações técnicas. Os pediatras estão preparados para lidarem com situações de hepatite aguda e informados sobre as especificidades destes casos. Os pais deverão manter-se tranquilos e atentos aos sinais de alerta.

Decidi fazer uma reflexão sobre este tema, pois acho que é importante estarmos informados sobre este tipo de assuntos e para não tomarmos atitudes incorretas em relação aos mesmos. Este era um tema sobre o qual eu própria tinha curiosidade de saber mais e, por isso, pensei que poderia deixar a informação que encontrasse para que também vocês pudessem ficar mais informados. Por último, este é um tema que relaciona de forma muito próxima a ciência e a tecnologia, pois sem eles não seria possível identificar este novo vírus, descobrir como se transmite ou até mesmo prevenir a sua transmissão.

Espero que tenham gostado desta reflexão! Até á próxima! :)



25 de abril de 2022

Bom dia a todos, sejam bem-vindos a mais uma das minhas reflexões individuais! A semana passada decidi não vos escrever nada, pois tivemos a férias da Páscoa, que sendo os últimos verdadeiros dias de descanso que vamos ter até ao fim da época de exames, precisavam de ser verdadeiramente aproveitados. Vou começar já por dizer-vos que não foi preciso pensar duas vezes sobre qual seria o tema da reflexão de hoje. 25 de abril e liberdade, é o que vos trago para hoje. Passado 48 anos, este continua a ser um dos dias mais importante da nossa história e, por isso, não me era possível deixá-lo de fora das minhas reflexões. Vamos então passar à reflexão! 

A Revolução de 25 de abril, também conhecida por muitos como Revolução dos Cravos, aconteceu a 25 de abril de 1974 e pôs ao regime ditatorial que vigorava na altura. Este movimento político e social instaurou o regime democrático em Portugal.

O Parlamento Português assinalou, esta segunda-feira, os 48 anos do 25 de abril, no ano em que a democracia atinge a mesma longevidade que teve a ditadura. Este ano foi o primeiro desde o início da pandemia em que as comemorações foram realizadas sem um número máximo de participantes e sem o uso de máscara obrigatório. A sessão solene comemorativa do 25 de Abril de 1974, com início às 10:00, incluiu discursos de deputados dos oito partidos com assento parlamentar, por ordem crescente de representatividade, Livre, PAN, BE, PCP, Iniciativa Liberal, Chega, PSD e PS, do presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, e do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Ocorreu, também, o tradicional desfile pela Avenida da Liberdade, em Lisboa, promovido por mais de 40 organizações da sociedade civil, partidárias e sindicais, entre as quais a Associação 25 de Abril, PCP, PS, BE, PEV, CGTP e UGT e respetivas estruturas de juventude e também os partidos Livre e Movimento Alternativo Socialista (MAS).

O 25 de Abril cumpre 48 anos num momento de guerra na Ucrânia, em que a invasão pela Federação Russa dura há dois meses, e no dia seguinte à reeleição de Emmanuel Macron, centrista liberal, como Presidente de França, na segunda volta das presidenciais francesas, contra Marine Le Pen, da extrema-direita. Há um ano, na sessão comemorativa do 47.º aniversário do 25 de Abril na Assembleia da República, Marcelo Rebelo de Sousa centrou o seu discurso no passado colonial português e pediu que se olhe para a História sem temores nem complexos, procurando unir e combater intolerâncias, com a noção de que há diferentes vivências e perspetivas em relação a esse período. 

Numa nota mais pessoal, falar desta data sempre foi, e sempre será, falar de liberdade. Falar de sermos nós, de nos podermos relacionar com os outros sem qualquer restrição, de podermos escolher quem queremos a representar o nosso país, de darmos a nossa opinião, sem repressão, de nos ser aberto um mundo infinito de possibilidades. Importa relembrar-nos que a realidade em que vivemos hoje não nos é garantida, foi conquistada, com muito sacrifício, esforço, luta e dedicação e que, por isso, devemos continuar a lutar por ela. Viver em liberdade, como nós temos a oportunidade de o fazer hoje em dia, é algo cada vez mais posto em causa pelos diversos ideais extremistas que teimam em fazer-se ouvir. Dias como este relembram-nos de como pode ser tão fácil que esses extremos se consigam fazer-se ouvir e de como nós, enquanto cidadãos, devemos lutar contra eles. Para além disso, esta nossa liberdade, por vezes, também tem problemas. É comum as pessoas esquecerem-se que elas terem liberdade implica saberem usá-la de forma a não amordaçar a liberdade dos outros. A liberdade de cada um de nós deve fazer-se “ouvir” na medida certa, pois a “a nossa liberdade acaba onde começa a liberdade do outro”.

Decidi fazer uma reflexão sobre este dia, pois acho que, muitas vezes, não lhe é dado o devido valor. Para nós, é impensável viver num mundo em que não temos liberdade, contudo, não significa que, se deixarmos de lutar por aquele que temos agora, ele não possa vir a ser uma realidade. É necessário exaltarmos dias como este para não nos esquecermos daquilo que eles representam e daquilo que eles significam para nós. Este é um tema que engloba a sociedade na sua vertente mais pura. Foram pessoas que tiveram a força e a coragem suficientes para se chegar á frente e mudar o rumo das coisas e são também as pessoas, a sociedade no seu todo, os responsáveis por continuar na luta que é garantir a liberdade. Este dia foi feito pela sociedade para a sociedade, para todos e cada um de nós e isso é importante ficar.

Espero que tenham gostado desta reflexão! Até à próxima! :)



10 de abril de 2022

Boa tarde a todos, estou de volta com mais uma das minhas reflexões individuais! A reflexão de hoje tem como base uma notícia que eu encontrei no site da SIC Notícias após ter feito alguma pesquisa sobre a intensa atividade sísmica que se tem verificado nos Açores. Fiquei curiosa e quis saber mais detalhes que, um pouco como forma de curiosidade, vos vou deixar na reflexão de hoje. Assim, o título da notícia que hoje vos trago é: Dois sismos sentidos pela população de São Jorge nas últimas 24 horas

O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) registou, nas últimas 24 horas, dois sismos sentidos pela população na ilha de São Jorge, onde se regista desde 19 de março uma crise sismovulcânica, foi este domingo anunciado. De acordo com um comunicado do CIVISA, um dos abalos foi sentido às 22:21 de sábado e teve magnitude 2,2 na escala de Richter (escala que tem em conta a energia libertada pelos sismos) e foi sentido pela população com intensidade III na escala de Mercalli Modificada (escala que tem em conta os efeitos dos sismos). O segundo abalo foi às 04:43 de hoje e teve magnitude 1,4 na escala de Richter, sendo que também foi sentido pela população com intensidade III na escala de Mercalli Modificada. Desde o início da crise sismovulcânica, a 19 de março, foram identificados, até ao momento, “cerca de 240 sismos sentidos pela população”, segundo o CIVISA. O CIVISA refere ainda que atividade sísmica que se tem vindo a registar desde 19 de março na parte central da ilha de São Jorge, num setor compreendido entre Velas e Fajã do Ouvidor, “continua acima do normal”. 

De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0 - 2,9), pequenos (3,0 - 3,9), ligeiros (4,0 - 4,9), moderados (5,0 - 5,9), forte (6,0 - 6,9), grandes (7,0 - 7,9), importantes (8,0 - 8,9), excecionais (9,0 - 9,9) e extremos (quando superior a 10). A escala de Mercalli Modificada mede os “graus de intensidade e respetiva descrição” e, quando há uma intensidade III, considerada fraca, o abalo é “sentido dentro de casa” e “os objetos pendentes baloiçam”, sentindo-se uma “vibração semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados”, descreve-se no ‘site’ do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). 

Desde o início da crise sismovulcânica em São Jorge, o sismo de maior magnitude (3,8 na escala de Richter) ocorreu no dia 29 de março, às 21:56. A ilha mantém, assim, o nível de alerta vulcânico V4 (ameaça de erupção) de um total de sete, em que V0 significa “estado de repouso” e V6 “erupção em curso”. 

Decidi fazer uma reflexão sobre este tema, pois não foi assim há tanto tempo que o vulcão da Ilha de La Palma esteve em erupção durante 85 dias. Embora este último pudesse parecer um acontecimento mais longínquo, a ilha de São Jorge é parte integrante do nosso país, é um local que está tão perto, por isso, é urgente chamar a atenção de todos para estes pequenos abalos sísmicos que podem ser um aviso claro de que algo bem maior e difícil de controlar está por vir. Para além disso, o facto de estes abalos sísmicos se estarem a manifestar podem ser considerados, mais uma vez, como reflexo de tudo aquilo que o nosso planeta tem carregado com as alterações climáticas e o aquecimento global. É necessário dar atenção e relevância a estes pequenos acontecimentos, pois eles são tão importantes como algo que para nós poderá ser considerado como “mais grave”.

Espero que tenham gostado desta reflexão! Até à próxima! :)



03 de abril de 2022

Bom dia a todos! A minha reflexão de hoje será dedicada a um tema um pouco diferente do habitual, contudo, é um tema que eu considero ser muito importante. A reflexão de hoje será mais virada para a parte pessoal académica e irão já perceber o porquê. 

No passado dia 31 de março, eu e mais alguns colegas da minha escola organizámos uma viagem até Lisboa a fim de visitarmos a Futurália. Para aqueles que possam não saber, a Futurália é o maior evento nacional dedicado à educação. Após ter parado durante dois anos consecutivos, por causa da pandemia, voltou à FIL (Feira Internacional de Lisboa), para a sua 13ª edição, no passado dia 30 de março (quarta-feira). Este foi um evento que decorreu ao longo de 4 dias (30 e 31 de março e 1 e 2 de abril). A Futurália foi e é criada não só para os jovens que começam a pensar, esboçar e construir o seu futuro, mas também para todos os adultos e profissionais que pretendem adquirir mais ferramentas para o mercado de trabalho. Deste modo, apresentam-se, aos participantes, inúmeros cursos universitários, mestrados e pós-graduações em várias instituições de todo país. Entre muitas atividades, a Futurália contou com palestras, workshops, debates e muita animação e entusiasmo ao longo dos vários dias. O que se espera é que, ao contrário da entrada neste evento, em que predomina a incerteza, à saída os jovens se encontrem mais esclarecidos em relação àquele que será o futuro do seu percurso académico. A gestora da Futurália, Alzira Ferreira, afirmou que o grande objetivo era, também, mostrar aos jovens que não existe apenas um caminho, podem haver vários e que esse mesmo caminho “não tem de ser linear, pode ser mais tortuoso”.

Muitos dos meus colegas regressaram um pouco mais confusos, pois descobriram outras opções que ainda não tinham considerado, mas que, lá, lhes pareceram bastantes interessantes. Eu, por outro lado, para além de ter tido a oportunidade de falar com alguns alunos e professores fiquei, de certa forma, mais esclarecida. Acho que este facto se deve um pouco àquela que era a minha situação antes de ir. Durante algum tempo, eu tinha apenas uma opção para a universidade, aquela que eu achava ser a que mais se adequava a mim e àquilo que eu queria para o meu futuro, contudo, no início deste ano, apercebi-me de que queria algo completamente diferente. Ir à Futurália e ter a oportunidade de falar com pessoas que estavam nas áreas nas quais eu descobri que tinha interesse, fez-me ter a coragem necessária para aceitar as novas descobertas que eu tinha feito em relação àquilo que queria para o meu futuro académico. Mais do que isso, ver e falar com tanta gente, mostrou-me ainda com mais clareza quais são as áreas de que realmente gosto. 

Decidi fazer uma reflexão sobre este tema, pois acho que é extremamente importante falarmos sobre ele. Decidir aquilo que queremos para o nosso futuro académico com apenas 17/18 anos é um grande desafio e, mais do que isso, é uma decisão que deve ser acompanhada de muita informação. Muitas vezes, falta ouvir os professores, pais, entre outros, dizer que continua a estar tudo bem se mudarmos de ideias em relação áquilo que queremos e ir à Futurália, onde encontramos tantas opções diferentes, pode ser o primeiro passo. É uma ótima iniciativa que deve ser divulgada e que cuja experiência merece ser partilhada com aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de ir. Por último, eu considero importante pararmos de vez em quando e refletirmos sobre este tipo de tema, por isso, e considerando a minha visita à Futurália é uma ótima oportunidade para o fazer.

Espero que tenham gostado desta reflexão! Até à próxima! :) 



27 de março de 2022

Bom dia, estou de volta com mais uma das minhas reflexões! A reflexão desta semana tem como alvo um tema que está bem à vista de todos, literalmente. Nos últimos dias, à semelhança da semana passada, o nosso país tem sido “invadido” por poeiras vindas do norte de África. Estas poeiras provocaram uma espécie de nevoeiro que apresenta tons de amarelo e laranja. Assim, como já devem ter percebido, o tema da reflexão de hoje são as poeiras vindas do norte de África em Portugal. 

Desta vez, o fenómeno deverá ser menos acentuado do que o registado há cerca de uma semana, indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Portugal vai voltou a ser atingido por nuvens de poeiras do deserto do Saara, entre o passado dia 24 (quinta-feira) e o passado dia 25 (sexta-feira). Em comunicado, o IPMA explicou que “no sábado, a circulação de poeiras já não se fará notar”, devido “à existência de uma depressão localizada a sudoeste do território português que se irá deslocar para leste”, afastando, assim, as poeiras. Na última semana, o país foi atingido por uma nuvem de poeira vinda do Norte de África, trazida pela depressão Célia. O efeito mais visível foi o céu de cor alaranjada, mas com "alteração da qualidade do ar". De resto, o próprio IPMA advertiu que, por vezes, em períodos de concentrações mais elevadas, poderia haver “alteração da qualidade do ar com impacto ao nível da saúde”, bem como redução da visibilidade.

Durante o episódio de poeiras registado há cerca de uma semana, a Direção-Geral da Saúde (DGS) alertou para “uma situação de fraca qualidade do ar no Continente, com maior expressão nas regiões Norte e Centro”, devido às poeiras vindas do Norte de África. “Este poluente (partículas inaláveis – PM10) tem efeitos na saúde humana, principalmente na população mais sensível, crianças e idosos, cujos cuidados de saúde devem ser redobrados durante a ocorrência destas situações”, advertiu a DGS. Assim, devido aos efeitos prejudiciais a DGS fez algumas recomendações à população, nomeadamente:

  • A população em geral deve evitar os esforços prolongados, limitar a atividade física ao ar livre e evitar a exposição a fatores de risco, tais como o fumo do tabaco e o contacto com produtos irritantes.
  • Os seguintes grupos de cidadãos, pela sua maior vulnerabilidade aos efeitos deste fenómeno, para além de cumprirem as recomendações para a população em geral, devem, sempre que viável, permanecer no interior dos edifícios e, preferencialmente, com as janelas fechadas: Crianças, idosos, doentes com problemas respiratórios crónicos, designadamente asma, doentes do foro cardiovascular.
  • Os doentes crónicos devem manter os tratamentos médicos em curso.
  • Em caso de agravamento de sintomas contactar a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) ou recorrer a um serviço de saúde.

Decidi fazer uma reflexão sobre este tema, pois nunca se tinha observado uma nuvem tão grande de poeira em Portugal. Isto é algo que todos nós devemos considerar alarmante não só pelos impactos que tem ou pode ter na nossa saúde, mas também tendo em conta aquilo que pode significar do ponto de vista ambiental. Com cada vez mais frequência vemos este tipo de fenómenos atípicos não só em Portugal, mas também nos mais diversos potos do globo e, por isso, agora mais do que nunca temos o dever de realçar este tipo de fenómenos, de forma a que lhes possa ser dada a devida importância e que possamos tomar as ações necessárias para melhorar toda esta situação. Fiz esta reflexão como forma de poder contribuir para essa chamada de atenção. Por fim, este foi um tema que a me cativou, pois nunca tinha presenciado algo desta natureza que tivesse atingido esta dimensão.

Espero que tenham gostado desta reflexão! Até amanhã! :)



20 de março de 2022

Boa tarde a todos, estou de volta com mais uma reflexão na minha página individual! O tema desta semana foi sugerido pelo professor e irão já perceber o seu porquê. Então, três professores de 12º ano, mais precisamente, os professores das disciplinas de biologia, psicologia e aplicações informáticas, decidiram planear uma visita de estudo ao novo museu de Abrantes. A visita de estudo ao MIAA (Museu Ibérico de Arte e Arqueologia de Abrantes, o museu referido) ocorreu na passada quinta-feira, dia 17 de março, e juntou alunos de três turmas, A, B e C. Assim, e na sequência desta contextualização, posso agora dizer-vos que a minha reflexão de hoje terá como alvo a peça ou obra que mais gostei do museu. 

Antes de me referir, em particular, àquilo que mais gostei, vou primeiro falar do museu no geral. O MIAA tem lugar no antigo convento de São Domingos (edificado no século XVI), por isso, e como podem desde já perceber, que, até na sua base, este é um museu cheio de história. O museu acolhe, assim, o acervo municipal de arte e arqueologia. É constituído por uma parte fixa que apresenta não só peças que são propriedade do município, mas também a coleção da pintura Maria Lucília Moita (que foi doada ao município) e a coleção privada de João Estrada (cedida). Estas três coleções permanentes estão representadas nas salas de escultura romana, pré-história, idades do bronze e do ferro, antiguidade e tesouro (onde estão muitas peças de ourivesaria desde a pré-história), arte da idade média e moderna, escultura da idade média e renascimento em Abrantes e a obra de Maria Lucília Moita. O museu tem uma segunda parte que é constituída por exposições temporárias. Neste edifício totalmente requalificado junta-se o passado mais longínquo (pré-história) à arte contemporânea e ao futuro. Para quem é da cidade, uma das coisas que mais sobressai é ter-se conservado a essência do edifício que, apesar de requalificado, mostra ainda bastantes traços daquela que é a história que tem por trás, o que é uma ótima característica.

Sendo sincera, não consigo escolher apenas uma peça de todo o museu, por isso, vou falar de três mais ou menos específicas. As primeiras de que vou falar são uma espécie de tacinhas dos tempos da Pré-História que se encontram logo na segunda sala do museu. Acho que gostei particularmente delas, pois, apesar de eles serem de um tempo tão distante, apresentam uma forma muito parecida com a das taças de hoje em dia. São, sem dúvida, uma demonstração da evolução do Homem ao mesmo tempo que mostram o quanto as influências dos nossos antepassados nos moldaram e continuam a moldar. 

A segunda parte de que vos falar é da sala que nos apresenta artefactos de várias civilizações. Aqueles que para mim mais se destacaram e de que eu mais gostei foram os das civilizações egípcia e grega. A civilização egípcia é uma das civilizações da história que mais gosto de estudar, por isso, é óbvio que no museu os seus artefactos foram alguns daqueles que mais chamaram a minha atenção. Por outro lado, também gostei bastante dos artefactos da civilização grega pela sua beleza estética e “grandiosidade”. A verdade é que, os seus artefactos cheios de figuras e gravuras com significado são bastante impactantes.

A última sala do museu de que vou falar é a chamada “Sala do Tesouro”. Nesta sala encontram-se todas as peças de ouro do museu. É uma sala cheia de luz devido, em parte, ao brilho do ouro. Nesta sala, houve muitas peças que me chamaram à atenção, desde os anéis, aos brincos e até mesmo a outros elementos, contudo, acho que aquele que mais se destaca é a coroa de folhas que se encontra ao fundo, no lado esquerdo da sala. Não só por ser uma peça esteticamente bonita, mas também pelo seu significado acho que é também a minha preferida. Esta sala é algo de muito grandioso por evidenciar a quantidade de riqueza material que existe nos mais variados locais. 

Gostei muito de fazer esta reflexão, pois é como se estivesse a revisitar o museu e as peças de que mais gostei. Deixei ao longo da reflexão algumas fotos que tirei ao longo da visita! Como é óbvio, aquilo que para mim é esteticamente bonito poderá não o ser para nenhum de vocês, por isso, aconselho-vos vivamente a visitar o museu quando tiverem oportunidade. Vale bastante a pena e, tanto para os amantes de arte como para os de história, é mesmo algo a não perder!

Espero que tenham gostado desta reflexão! Até à próxima :) 



13 de março de 2022

Boa noite a todos! Estou de volta com mais uma reflexão individual e, desta vez o tema que vos trago, apesar de ter como base uma notícia tem, por trás, uma história bastante engraçada. Ao jantar, a minha mãe sugeriu-me que fizesse uma reflexão sobre as mulheres portuguesas e a produção de vinho em Portugal, após ela ter visto uma reportagem sobre isso. Eu decidi ir pesquisar e, apesar de não ter encontrado nada em concreto sobre isso, achei uma notícia muito interessante também sobre mulheres portugueses e os seus feitos. A notícia tem como título: “MULHERES E ATLETAS QUE LUTAM SOZINHAS”. 

Catarina Fagundes dedica-se à observação de aves terrestres e marítimas, Margarida Carmo Mans produz vinho e organiza eventos, Diana Gomes gere um espaço de restauração e um atelier de arquitetura e design. O que todas elas têm em comum? São três ex-atletas olímpicas de três gerações distintas homenageadas pelo Comité Olímpico de Portugal (COP), ontem, devido à veia empreendedora que todas, claramente, possuem.  

Ao todo, 14 homenageadas, das quais 11 marcaram presença na sede do COP, em Lisboa. Embora dados da CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses) apontem para as mulheres serem mais qualificadas, mas mais frágeis no mercado laboral, pelas mais diversas razões, nem todas vivem esta má experiência e têm uma relação ao trabalho. 

 «Nunca senti dificuldade por ser mulher. Sinto que isso abre portas nalgumas relações de trabalho e devido ao meu temperamento. Não sinto que, se fosse homem, teria mais oportunidades ou estaria melhor. Não me posso vitimizar por ser mulher. Vou, isso sim, aproveitar as ferramentas que tenho», conta a antiga ginasta Margarida Carmo Mans. Margarida tem 52 anos e foi finalista nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984. É, também, precursora do fitness, com o marido, André Mans. A olímpica dedica-se ainda à cultura pop japonesa e à casta esquecida Jampal, a originar um vinho lisboeta premiado, Dona Fátima. Diz que o desporto a preparou para a vida empresarial porque ambos são feitos de tentativa e erro antes do sucesso. «É a grande capacidade de tentarmos e não desistirmos, que não vejo nos mais novos. Aprendi na ginástica que é preciso errar para acertar a seguir. Erras, levanta-te e continua. Aconteça o que acontecer, a responsabilidade é tua. Põe-te de pé e segue em frente», reforça Margarida Carmo Mans. «Resiliência e disciplina», confirma Catarina Fagundes sobre os contributos do desporto para a vida profissional. «Coragem e esforço saído do pelo», acrescenta Diana Gomes que tem 32 anos e é proprietária de uma pastelaria e de um gabinete de arquitetura, neste caso, com outra ex-nadadora e amiga, Ana Pardal.

Catarina Fagundes, 45 anos, a primeira homenageada da tarde, percebe que os homens com quem sai para o mar, apesar de ser ela a estar ao leme, respondem melhor às ordens do marido, Hugo Romano, com quem trabalha. «Sinto que digo uma coisa e eles viram a cara e fazem a mesma pergunta ao Hugo. A mulher não conta, embora estejam nas minhas mãos. Se quiser, mando-os para fora do barco», conta Catarina Fagundes, coproprietária da empresa Madeira Birds com o marido. «Ainda noto. Não ligo, mas é chato ainda acontecer. Não faz sentido.»

Mérito não explica tudo

O secretário de Estado do Desporto, João Paulo Rebelo, mostrou-se favorável à criação de quotas para combater a desigualdade de género. «Precisamos de quotas. O mérito é importante, mas não resolve tudo», afirmou Rebelo. O presidente do COP, José Manuel Constantino, enalteceu a inspiração das 14 homenageadas para «outros atletas que, terminando as carreiras desportivas, procuram afirmar-se na construção de negócios». Foram distinguidas Ana Dias, Dulce Félix, Fernanda Ribeiro, Marisa Barros, Rita Borralho (todas do atletismo), Ana Hormigo, Filipa Cavalleri (judo), Catarina Fagundes, Mariana Lobato, Rita Gonçalves (vela), Diana Gomes (natação), Helena Rodrigues (canoagem), Margarida Carmo Mans (ginástica) e Mafalda Queirós Pereira (esqui livre).

Decidi fazer uma reflexão sobre este artigo por achar que é verdadeiramente falar das mulheres, das suas conquistas, dos seus projetos e daquele que é o seu papel na sociedade. Cada vez mais as mulheres estão a deixar o papel de ficar em casa e a ter um contributo mais importante para a vida em sociedade. Estão a tornar-se verdadeiramente empreendedoras e donas do seu caminho, que, antes, era muitas vezes decidido pelos outros. Este é um tema que envolve a sociedade de uma forma bastante profunda por pôr em causa o papel que a sociedade tinha decidido dar às mulheres. Papel esse que elas revolucionaram de uma forma inacreditável e louvável. É importante todos sermos chamados a olhar para temas como este.

Espero que tenham gostado desta reflexão! Até à próxima! :)

 


06 de março de 2022

Boa tarde a todos! Estou de volta com mais reflexão após ter passado mais uma semana de escola. A reflexão que vos trago hoje tem como tema algo que encontrei por acaso enquanto navegava do meu computador para me atualizar em relação às notícias do dia de hoje e que me chamou a atenção, por isso, decidi partilhar com vocês. A notícia trata de um tema bastante atual, foi publicada pelo site da CNN hoje de manhã e tem como título: “O que é o carbono negro? A mais recente forma de os humanos causarem alterações na Antártida”.

Está à vista de todos, são poucos os lugares da Terra que os seres humanos, todo e cada um de nós, ainda não estragou com os desperdícios e a poluição resultantes das mais diversas atividades. Até a Antártida, que é o único continente do planeta que não tem habitantes permanentes, está a ser alterada pelos nossos hábitos. Um estudo publicado na revista “Nature Communications” mostra que o aumento da presença humana na Antártida está a fazer com que a neve derreta ainda mais. Más notícias para um mundo gelado já a debater-se contra os efeitos do aquecimento global causado pelo homem, mais precisamente, pelas suas atividades. 

Mas o que é o chamado carbono negro? O carbono negro é a poluição escura e poeirenta que resulta da queima dos combustíveis fósseis e já se instalou em locais onde os turistas e os investigadores passam muito tempo, segundo as descobertas mais recentes dos cientistas. Mesmo que pensemos que não, até as mais pequenas quantidades do poluente negro podem ter um impacto significativo no degelo por causa da sua baixa albedo, ou razão/quocientes entre a luz recebida e a luz refletida (corresponde, também, ao poder de reflexão de uma superfície). Assim, as coisas que têm cores claras, como a neve, refletem a energia do Sol e mantêm-se frescas. Já as coisas que são escuras, como o carbono negro, absorvem a energia do Sol e aquecem. Como podem calcular, se pegarmos em neve completamente branca e brilhante e a polvilharmos com alguma poluição negra, nomeadamente, carbono negro, temos a dita “receita para o degelo”. Sendo a Antártida um gigante continente branco que reflete uma quantidade significativa da energia do Sol de volta para o espaço. Perder a cobertura de neve e gelo significa que as temperaturas da terra e do oceano vão aquecer ainda mais o que, por sua vez, causa ainda mais degelo, criando um ciclo vicioso de alterações climáticas. 

“(A Antártica) é atualmente uma das regiões de aquecimento mais rápido do planeta”, disse Alia Khan, cientista de neve e gelo da Universidade Western Washington. Os cientistas recolheram amostras de neve em torno dos locais turísticos e dos locais de pesquisa intensa, entre 2016 e 2020, e descobriram que o carbono negro encontrado nessas amostras era consideravelmente mais abundante do que os níveis medidos noutras zonas do continente. Mas os cientistas percebem, pelos seus resultados, que tem de ser feito mais para reduzir a poluição, à medida que o turismo continua a aumentar. Khan disse que este estudo foi importante não só para perceber o que está a acontecer na Antártida, mas porque os modelos climáticos globais - que os cientistas usam para prever mudanças ambientais com décadas e séculos de antecedência - precisam de compreender melhor o impacto do albedo da neve no sistema climático.

Marilyn Raphael, professora de geografia e diretora do Instituto do Meio Ambiente e Sustentabilidade da UCLA, explicou que mexer na Antártida pode alterar o delicado equilíbrio do nosso planeta. O estudo acompanha um recorde alarmante na Antártida: a área do oceano coberta por gelo marinho ao redor do continente atingirá um novo mínimo este ano. Raphael disse que as mudanças no gelo marinho também podem ter um alcance global. O gelo marinho da Antártida também é importante para manter o equilíbrio na circulação atmosférica, disse Raphael. Essa circulação impulsiona os ventos e é o meio pelo qual a energia é transportada para dentro ou para fora do continente. “Se a circulação atmosférica mudar, o clima global muda”, disse ela. 

Escolhi este tema como alvo da minha reflexão de hoje por estarmos a atravessar um período de seca em várias regiões por todo o Mundo e, em particular, no meu país. É verdadeiramente preocupante a gravidade a que estão a chegar as alterações climáticas e o impacto que estão a ter nos mais diversos ecossistemas. É imperativo repensar a forma como gastamos, utilizamos e trabalhamos os nossos recursos e a situação por que a Antártida está a passar é só mais um exemplo disso. Para além disso, este é claramente um acontecimento que relaciona ciência e ambiente de uma forma muito próxima. Acho que toda esta situação nos faz realmente refletir até onde podemos levar esta situação climática que parece já estar à beira da rutura.

Por último, e tendo em conta que o conflito não parece cessar, há que transmitir força e amor a todos aqueles que precisam, mostrando que estamos cá para apoiar e ajudar em tudo aquilo que for preciso.

Espero que tenham gostado da reflexão desta semana! Até à próxima! :) 



27 de fevereiro de 2022

Boa tarde a todos! Estou de volta com mais reflexão com o passar de mais uma semana. Esta semana trago-vos uma reflexão com base numa notícia que encontrei no site da SIC Notícias e que foi publicada no passado dia 24 de fevereiro. A notícia está, mais uma vez, relacionada com a pandemia Covid-19, mas, desta vez, com pormenores que, muitos, poderão considerar serem as luzes que precisamos para ver o fim desta pandemia. Assim, a notícia tem como título: “DGS está a equacionar fim do uso de máscaras no interior”. 

Graça Freitas tem sido uma das figuras da ribalta ao longo dos últimos dois anos por ser, desde 2018, a presidente da Direção-Geral de Saúde (DGS) em Portugal. Graça Freitas adiantou, então, que o país está a entrar na primeira fase de redução de medidas contra a propagação da pandemia Covid-19, contudo, ainda são necessárias cautelas, pois apesar de estar próxima do fim, ainda não acabou. Uma das medidas que começou a ser equacionada foi o fim do uso de máscara nos espaços interiores. Contudo, para que esta medida possa ser adotada, a mortalidade por Covid-19 em Portugal tal como a atividade epidémica terão que diminuir para que possa ser assegurada com sucesso esta transição. A diretora-geral da Saúde disse aos jornalistas, durante a realização das 13.ª Jornadas de Atualização das Doença Infeciosas do Hospital Curry Cabral (que teve lugar na passada sexta-feira, dia 25 de fevereiro, em Lisboa), que: “Temos um marco importante a cruzar que é diminuir a mortalidade para os níveis que o ECDC [Centro Europeu de Controlo de Prevenção de Doença] preconiza”, 20 mortos por milhão de habitantes.

Graça Freitas afirmou ainda que: “Vamos esperar que o vírus atinja os mínimos possíveis para nos darem alguma liberdade também no que diz respeito à utilização de máscaras”. Concluindo, as medidas que forem tomadas de agora em diante, tal como até aqui, dependem do comportamento e da dinâmica do vírus. 

A questão de se continuar a usar máscara em espaços interiores tem sido, também, muito levantada pelos pais, dado que, tendo muitos espaços interiores, nas escolas e, mais precisamente nas salas de aula, o uso de máscara continua a ser obrigatório. As questões prendem-se, também, com o facto de o uso de máscara, por períodos tão prolongados, poder condicionar o processo de aprendizagem dos alunos. Como resposta, Graça Freitas disse que há quem defenda e diga que os processos de aprendizagem não são alterados pela utilização das máscaras, algo que continua uma incógnita. Disse ainda que, “As crianças estão habituadas e, portanto, vamos com calma vendo de facto os riscos”, referindo que o Governo decidirá em que altura fará o abrandamento de medidas. 

Com todas estas declarações ficamos, como é de esperar, com algumas questões. Estará o fim do uso obrigatório de máscara finalmente para breve? Ou continuará por muito tempo? Estaremos realmente preparados para que isso aconteça? Quais as consequências do seu fim? Quais as consequências da sua continuação? A verdade é que, segundo muitos especialistas, o uso contínuo de máscara tem reduzido a nossa capacidade de dar uma resposta imunitária mais eficiente a muitas situações, especialmente, aquelas que envolvem a parte respiratória. Isto, tendo em conta que, nos últimos dois anos, com o seu uso, deixámos de estar expostos a muitos agentes patogénicos. Para além disto, é algo que merece alguma reflexão até porque toca em questões éticas. Se pensarmos bem, quando o uso de máscara deixar de ser obrigatório, pode ser uma escolha de cada um continuar a usar, contudo, as pessoas que escolhem continuar a usar terão de partilhar o mesmo espaço com aquelas que escolhem não o fazer, será isso “confortável”? “Certo”? Algo a discutir.

Escolhi esta notícia para uma reflexão, pois acho que é verdadeiramente importante debruçarmo-nos sobre este tema. Não basta pedir o fim do uso obrigatório de máscara apenas porque estamos fartos de a usar, é necessário pensarmos em todos os fatores que estão implicados nessa decisão. Para além disso, este tema relaciona a sociedade, a ciência e, como é de esperar, a tecnologia, uma vez que cada um apresenta o seu papel nesta decisão.

Só como nota final gostava, à luz dos acontecimentos mais recentes, de vos deixar um apelo. Zelem, sempre pela paz, pelo amor, é isso que nos torna humanos. Digam NÃO á Guerra para que os piores episódios da história não se repitam.

Espero que tenham gostado desta reflexão! Até à próxima! :) 



21 de fevereiro de 2022

Olá a todos, sejam bem-vindos a mais uma das minhas reflexões! Sei que estive algum tempo ausente, mas, honestamente, estava a precisar. Tal como muitas outras, apesar do seu caráter mais lúdico, esta não deixa de ser um trabalho de avaliação sumativo, como todos os outros. Assim, as duas semanas em que não escrevi nada aqui foram a última semana do semestre e a semana de férias. Entretanto, já acabei também a primeira semana do segundo semestre. A reflexão que vos trago hoje não será com base em nenhuma notícia ou artigo em específico, mas será sim à volta tema pessoal académico. Tendo acabado o primeiro semestre, e conhecendo agora as minhas classificações, acho que faz sentido fazer um balanço daquilo que foi esse primeiro semestre não só na disciplina de biologia, mas também em todas as outras.

Eu diria que, na sua generalidade, as minhas classificações do primeiro semestre são reflexo do meu esforço e empenho ao longo de todo o semestre. Tenho desenvolvido não só este ano, mas também ao longo de todo o secundário, uma metodologia de trabalho consistente e que considero adequada àquilo que foram sendo os desafios de cada disciplina. Tendo em conta que ainda não tenho total certeza do curso que quero seguir no ensino superior o meu objetivo sempre foi, e continua a ser, obter as melhores classificações que conseguir para poder ter o maior número de opções possível. Muitos dizem que esta motivação poderá não durar muito ou não ser muito eficaz por não se tratar de um objetivo “concreto”. Contudo, acho que é um objetivo tão concreto e válido como qualquer outro e que sempre resultou comigo por isso, se acharem que resulta para vocês, estão à vontade para usar também esta dica. Assim, acho que as minhas classificações são também fruto desta determinação.

Na disciplina de biologia especificamente acho que fiz muitos progressos. O tipo tarefas de avaliação sumativa que realizámos no primeiro semestre foi do meu agrado o que permitiu alcançar muitos bons resultados muito mais rapidamente. Para além disto, acho que o facto de esta ser uma disciplina opcional, que não está sujeita a exame nacional, lhe confere uma certa leveza. Ou seja, permite que os conteúdos sejam, muitas vezes, lecionados de forma mais “lúdica” e que as tarefas de avaliação que são feitas sejam mais flexíveis e dinâmicas. Se continuar a esforçar-me no segundo semestre tanto como no primeiro creio que ainda consigo subir a classificação que obtive.

Assim, e concluindo, acho que para o segundo semestre, para além de continuar com a metodologia de trabalho que sempre tive, devo continuar também a esforçar-me por subir as classificações nas disciplinas em que isso ainda for possível e manter as classificações nas disciplinas em que já não é possível subir mais. Acima de tudo, tenho orgulho no meu trabalho!

Decidi fazer uma reflexão sobre este tema, pois acredito que é verdadeiramente importante pararmos para avaliar o nosso trabalho de tempos em tempos. Esta avaliação permite que saibamos o que já fizemos e projetar para o futuro aquilo que precisamos de fazer. Para além disso, o término do primeiro semestre é a altura ideal, porque, ao estarmos a meio do ano, dá-nos uma maior compreensão de todos os aspetos.  

Espero que este seja um ótimo semestre para todos!

Espero que tenham gostado desta reflexão! Até Domingo :)

 


24 de janeiro de 2022

Boa noite, estou de volta com mais uma das minhas reflexões individuais! A reflexão de hoje tem como tema algo de que eu me lembrei que gostaria de falar após uma das aulas de biologia. Sem mais demoras, o tema da reflexão de hoje é a eutanásia.

A palavra eutanásia deriva dum vocábulo grego composto por “eu” (bom) e “thanatos” (morte), e literalmente significava “boa morte”, no sentido duma morte tranquila, sem sofrimento. Não tinha, pois, a conotação polémica, e até ominosa, que hoje se lhe atribui. Hoje em dia, o termo corresponde a ajudar um doente a terminar a vida, para aliviá-lo de dor e sofrimento insuportáveis. Na verdade, essa ajuda pode significar, realmente, pôr termo à vida do doente. De forma mais simplificada, a eutanásia é a ação intencional de proporcionar a morte medicamente assistida. Por outro lado, e por oposição, temos o conceito de distanásia. Em medicina, entende-se como o adiamento da morte de um doente que se encontra em fase terminal, sem esperança de cura e em sofrimento, condicionando-lhe uma morte lenta e dolorosa, com o recurso a tratamentos médicos considerados desproporcionados.

A eutanásia pode também ser classificada em ativa e passiva. A eutanásia ativa é o ato de intervir de forma direta e deliberada para terminar a vida do doente, a eutanásia passiva consiste em não realizar, ou interromper, o tratamento necessário à sua sobrevivência. Assim, como e em que condições se usará então a eutanásia? As condições em que a eutanásia é permitida são muito restritas. Apenas em casos médicos muito específicos, entre eles, a tetraplegia e doentes em estado terminal, sendo que é também feita uma avaliação psicológica inicial para ver se o processo pode ser realmente iniciado.

 Em Portugal, tal como em muitos outros sítios, a eutanásia está no centro de um intenso debate público com diversas considerações de ordem religiosa, ética e prática, que têm origem em diferentes perspetivas sobre o significado e valor da vida humana. Entre os argumentos a favor da prática da eutanásia estão:

v  A alegação de que as pessoas têm o direito a tomar decisões sobre o seu corpo e escolher como e quando querem morrer;

v  O direito à morte faz parte dos Direitos Humanos (entretanto, se um qualquer indivíduo se tentar suicidar procurar-se-á impedi-lo, e se tentar várias vezes poderá ser proposto para tratamento psiquiátrico).

Entre os argumentos contra, estão:

v  Razões que se prendem com a vontade de Deus, ou falta de respeito pela inviolabilidade da vida, e pelo seu valor, ou considerações éticas sobre a função do médico, que é tratar e não matar.

v  Um óbice mais técnico é o de a permissão da eutanásia voluntária, caso se aceite do ponto de vista moral, poder acabar por levar a casos de eutanásia involuntária, para reduzir custos com a saúde ou ter mais camas vagas, ou encobrir homicídios, entre outros aspetos.

Decidi falar sobre este tema na minha reflexão de hoje por achar que é algo bastante importante e que devia ser mais debatido na nossa sociedade. Ainda há pouco tempo foi chumbada na Assembleia da República a lei que permitia o suicídio medicamente assistido. Considerando que, muitas vezes, as pessoas que têm acesso a esta possibilidade não recorrem a ela, como não pensar duas vezes sobre a sua legalização? Todos temos direito a escolher. Este é um tema que engloba sem dúvida a sociedade não só pelas questões éticas que levanta, mas também por englobar todos.

 


22 de janeiro de 2022

Bom dia a todos, estou de volta com mais uma reflexão! Este fim de semana vai ter uma dupla reflexão, uma vez que hoje publicarei uma e amanhã uma segunda. A de hoje está relacionada com um tema que foi sugerido pelo professor e que está diretamente relacionada com a construção do meu e-Portefólio de aprendizagem.

Na passada terça-feira realizei uma apresentação em que expus três reflexões da minha página pessoal e uma da página em grupo. Esta exposição foi acompanhada de uma argumentação na qual eu expliquei o porquê de fazer as reflexões e a relacionei com os temas CTSA. Assim, fará sentido falar um pouco daquela que é a minha opinião e posição em relação a toda esta tarefa de aprendizagem sumativa.

Confesso que ao início achei que construir um blog daria muito trabalho e que não fosse algo que eu gostasse pessoalmente de fazer, mas a verdade é que semana após semana se tornou uma rotina fazer as minhas reflexões e descobri que é algo que até gosto bastante de fazer. Tendo em conta que o professor nunca nos colocou muitas limitações em relação àqueles que poderiam ser os temas das nossas reflexões, e que eu adoro escrever nos meus tempos livres, esta é uma tarefa que até se realiza facilmente. Claro que para ter a nota máxima, tenho de publicar algo todas as semanas, é algo que requer esforço da minha parte, mas não é algo que considero, de forma nenhuma, ser um trabalho demasiado pesado ou até chato.

Apesar da construção do blog em si poder não contribuir de forma direta para situações académicas futuras, só o facto de ter de treinar a escrita com tanta regularidade já faculta uma grande ajuda para aquela que começará a ser a minha realidade a partir do próximo ano. Assim, diria que no geral esta é uma tarefa de avaliação bastante útil e dinâmica. Para além de tudo o que já referi, acho que ter de escrever todas as semanas sobre temas diferentes, me torou uma pessoa mais consciente do mundo que está à minha volta. Isto considerando que ando sempre à procura de novos temas e acontecimentos para escrever sobre eles.

Resumindo, apesar de construir um e-Portefólio de aprendizagem poder parecer uma tarefa não muito interessante ao início, é uma maneira bem mais criativa e acessível de avaliação. Se as escolas procuram, cada vez mais, novas formas de avaliar os alunos, formas essas que não envolvam apenas testes ou fichas em que apenas são valorizadas determinadas capacidades cognitivas, diria que esta é uma boa iniciativa e uma boa maneira de o fazer.

Espero que tenham gostado da minha reflexão! Até amanhã! :)



18 de janeiro de 2022

Boa tarde a todos, estou de volta com mais uma das minhas reflexões! Já regressámos à escola das férias do Natal há um pouco mais de uma semana, mas só agora consegui sentar-me a escrever a publicação que deveria ter publicado no passado domingo e peço desde já desculpa por isso! Antes de vos introduzir ao tema da reflexão de hoje quero desejar-vos um ótimo ano de 2022, cheio de saúde e alegria! Espero que este seja um de ano de conquistas para todos! Passando agora ao tema da minha reflexão, posso dizer-vos que está relacionado com o mais recente “escândalo” que envolveu o tenista profissional, Novak Djokovic. 

Na passada segunda-feira o tenista sérvio, Novak Djokovic, foi deportado da Austrália de volta para o seu país Natal por não estar vacinado contra o vírus Covid-19. O tenista apresentava-se no país para participar no torneio Open Australia, um dos torneios do Grand Slam. Após o tribunal australiano decidir, mesmo após recurso, que Djokovic deveria ser deportado, França mudou também a sua posição em relação a este tópico, exigindo agora que Djokovic esteja vacinado para participar em Roland Garros (outro torneio do Grand Slam).  Assim, o Governo Francês lançou um comunicado em que avisa que para participar em Roland Garros todos os atletas terão que ter a vacinação completa, bem como o público e trabalhadores envolvidos nos eventos.

Dez dias depois de ter declarado que o tenista sérvio poderia participar no Grand Slam de Paris mesmo sem estar vacinado, a ministra do Desporto francesa, Roxana Maracineanu, retificou a posição, após o Governo fazer aprovar projeto de lei que irá exigir um certificado de vacinação para muitas atividades da vida social, o que inclui não só assistir a espetáculos desportivos, mas também participar os mesmos. Maracineanu utilizou a sua conta na rede social Twitter para fazer referência a este tópico, dizendo que a adoção do certificado de vacinação “será obrigatória para entrar nos espaços já submetidos ao passaporte sanitário (estádios, teatros ou salas de espetáculos) para o conjunto dos espectadores, praticantes e profissionais, franceses ou estrangeiros”. A justificação foi de que nas competições internacionais regem os «protocolos obrigatórios impostos pelas federações» que, segundo deu a entender, estariam acima do regulamento francês. Ao contrário do que acontece na Austrália, para entrar em França não é preciso necessariamente a vacinação completa, pois o pais aceita também um teste negativo, por exemplo. 

A verdade é que toda esta situação deveria servir para refletirmos sobre tudo aquilo que envolve o processo de vacinação. Todos deveriam ter o direito de ser livres de escolher se querem ou não ser vacinados, embora em algos países a vacinação já seja obrigatória. Contudo, essa liberdade de escolha tem outras implicações, pois, como ouvimos dizer muitas vezes, “A nossa liberdade acaba onde começa a liberdade do outro”. Isto tudo para colocar a seguinte questão: Não terão as pessoas que escolheram vacinar-se razão ao pedirem que haja mais restrições para aqueles que não o são? Não será esse um direito ser? Ou deverão os próprios governantes impor essas medidas? Alguém escolha não se vacinar deverá ter os mesmos direitos em comunidade no que toca aquilo que é a retoma á nossa vida “normal”? Se calhar não, se calhar sim. Todas estas perguntas e muitas outras continuam sem resposta, mas deveriam servir para iniciar um diálogo integrante em que todos se apercebam daquilo que este tema implica.

Escolhi este tema como objeto da minha reflexão, pois, com o aumento exponencial do número de casos a que temos assistido nas últimas semanas, foi inevitável que este não fosse um tema falado na aula de biologia. No mundo escolar, em que as medidas adotadas aquando a existência de um caso positivo são diferentes para os vacinados e para os não-vacinados, foi também inevitável termos um debate com o professor na aula em que discutimos algumas das perguntas apresentadas. Assim, achei pertinente trazer este tema, tendo em conta que é algo importante e que é algo em que eu própria já comecei a refletir após as últimas aulas de biologia.

Espero que tenham gostado da minha reflexão! Até domingo! :)



21 de dezembro de 2021

Olá a todos! Espero que estejam bem! Esta irá ser a minha última reflexão em algum tempo, pois, como sabem, as férias de Natal começam já amanhã para termos o nosso merecido descanso. O tema de que vos vou falar hoje é algo que considero importante, tendo em conta a incerteza em que se encontram, neste momento, os alunos do ensino secundário. Querem prolongar o período que ficaremos em casa em janeiro devido à agravação da pandemia, mas ninguém nos dá certezas de nada. Exames opcionais? Pois, talvez. Alteração das datas dos exames? Quem sabe. Assim, é bom trazer alguma informação que dê uma esperança de luz ao fundo do túnel ou, pelo menos, daquilo que alguns possam considerar ser um progresso. A reflexão de hoje foca-se, então, no facto de os alunos do secundário passarem a poder escolher as disciplinas que querem estudar.

Foi avançada esta quarta-feira a notícia de que os alunos poderão escolher as disciplinas que pretendem estudar no ensino secundário. Contudo, isto só poderá acontecer em escolas que possuam planos de inovação aprovados pelo Ministério da Educação. Ainda assim, fica agora aberta a possibilidade de se definir um currículo que conjugue disciplinas de diferentes cursos/áreas. O objetivo é abrir também o “leque de opções” nas candidaturas ao ensino superior. Esta nova portaria vem estabelecer uma nova mudança de fundo no ensino, tanto no que respeita às ofertas de escola como às possibilidades de escolha dos alunos. 

Os alunos do ensino secundário poderão, resumidamente, construir o seu curso, escolhendo entre as disciplinas existentes nos diferentes cursos deste nível de ensino, desde que incluam “uma disciplina trienal, duas disciplinas bienais e duas disciplinas anuais da componente específica”. Ou seja, estando estas condições reunidas, as disciplinas de componente de formação geral (Português, Língua Estrangeira, Filosofia e Educação Física) deixam de ser obrigatórias.

De acordo com a informação do ME a que o jornal “Público” teve acesso, alguns agrupamentos de vários concelhos de Trás-os-Montes estão a iniciar agora “uma solução deste tipo, em fase piloto”. Atualmente, existem 95 agrupamentos, num universo de mais de 800, que têm em curso planos de inovação. Pode dizer-se que, na globalidade, os diretores ficaram satisfeitos com esta maior flexibilidade na escolha das disciplinas escolares.

Decidi escolher este tema para a minha reflexão de hoje, pois, apesar de este ser, espero eu, o meu último ano de secundário, eu própria gostaria de ter tido de esta oportunidade. A verdade é que, gostando de um número abrangente de disciplinas, é ótimo ter a opção de poder conjugar todas elas. Para além disso, achei interessante ter sido aprovada uma diretriz tão dinâmica e diferente, considerando quão difícil será a formação das turmas e a conjugação dos horários. Para concluir, acredito que esta abordagem, sendo bem executada, será uma grande evolução no sistema de ensino.

Espero que tenham gostado da minha reflexão! Voltarei no fim das férias com mais reflexões! Desejo a todos um feliz Natal e uma boa entrada no ano de 2022, que seja um ano melhor e cheio de saúde! <3 




12 de dezembro de 2021

Olá a todos, sejam bem-vindos de volta às minhas reflexões! Com o acabar de mais uma semana estamos cada vez mais próximos das férias do Natal e do fim deste ano de 2021, por isso, em breve aproxima-se uma reflexão mais pessoal. Contudo, esta semana, trago um assunto algo preocupante e de que ouvi falar no outro dia enquanto almoçava. Este assunto pode ser resumido com a simples frase: Portugal perdeu 20% da disponibilidade hídrica (de água) em apenas duas décadas.

O facto de que Portugal perdeu 20% da sua disponibilidade de água em apenas 20 anos surgiu de um estudo que foi apresentado na passada terça-feira numa sessão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Nesta sessão foram então apresentados cenários preocupantes sobre o futuro dos recursos hídricos em Portugal acompanhados de um diagnóstico inédito neste setor. 

Os investigadores afirmaram que já no final deste século, o Algarve terá apenas metade da água que tem hoje disponível e, neste momento, já está em níveis que preocupam os especialistas. Assim, estima-se que os rios da região Algarvia possuem menos 49% de água quando chegarmos ao fim deste século. Imaginemos só por um momento o quão grave isto é. É estudo do investigador Rodrigo Proença Carvalho que mostra porque a água será cada vez mais um recurso precioso e que nos dá uma perspetiva daquela que será a realidade de Portugal, em relação a este tópico, nas próximas décadas. "No final do século, o nosso território vai experimentar, de acordo com as nossas melhores projeções, mais cerca de três secas por década, ou seja, atualmente, nós temos 1 ou 2 secas por década em Portugal, e as projeções apontam-nos para quatro, quase cinco secas em algumas áreas do nosso território, por década." São então estes os dados primeiro estudo nacional que traça a origem e o destino de toda a água no país.

Como causas de toda esta situação temos, a par das alterações climáticas, os gastos demasiados elevados de água que os portugueses apresentam. Sabe-se que em Portugal consumimos dois Alquevas, ou seja, aproximadamente, seis mil hectómetros cúbicos de água por ano. Nestes gastos, a agricultura tem um peso de 70%. O vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Pimenta Machado, revela que: "Sempre que há uma seca, há um aumento do pedido de captações de água. Recebemos em média 20 mil pedidos de captação de água, isto não pode continuar assim, seguramente”. Esta pode depressa tornar-se uma situação insustentável tendo em conta que com as secas, aumenta também o risco de incêndio. Deste modo, resta aos consumidores tomar medidas como poupar e usar a água de forma eficiente, mas também reutilizar, sempre que possível, e até recorrer à água do mar, dessalinizar, para posterior consumo. 

Decidi trazer esta reflexão, pois, embora eu própria soubesse que temos de ter cada vez mais cuidado com os recursos hídricos, nunca pensei que a situação em Portugal pudesse estar tão crítica. Acho que este é um tema importante e que deve ser abordado para que a população, na sua generalidade, possa ter noção do quanto precisamos de melhorar e fazer para que seja possível reverter ou, pelo menos, parar a tendência em que estamos a cair.

Espero que esta reflexão tenha sido uma oportunidade para refletir sobre este tema! Até para a semana! :)

 


05 de dezembro de 2021

Boa noite a todos! Com o passar de mais uma semana, deixo-vos aqui mais uma das minhas reflexões individuais! A reflexão de hoje surgiu de algo que vi de relance na televisão quando decidi fazer uma pausa o meu estudo. O que vi foi um título alarmante sobre o perigo iminente que correm algumas das populações indígenas da Amazónia por isso, decidi pesquisar mais sobre isso. Ao pesquisar sobre isso encontrei uma notícia do Correio da Manhã com o seguinte título: Mineração ilegal destruiu mais de 600 quilómetros de rios em terras indígenas na amazónia brasileira

É na Amazónia que vive, ainda hoje, um número considerável de tribos indígenas que, ao contrário de nós, vivem de tradições antigas e, essencialmente, da caça, pesca e agricultura rudimentares, utilizando apenas os recursos da floresta.

Segundo um estudo divulgado na quarta-feira passada pela ONG Greenpeace, a atividade mineira ilegal destruiu nos últimos 5 anos mais de 600 quilómetros de rios em territórios das comunidades indígenas Mundurukú e Sai Cinza, no estado amazónico do Pará. Até 2016, havia apenas 26,6 quilómetros de rios impactados nessas terras indígenas, ou seja, nos últimos cinco anos, houve um aumento de 2 278% na extensão de rios destruídos dentro dos territórios Mundurukú e Sai Cinza. De toda a atividade extrativa que ocorre na maior floresta tropical do planeta, a mineração ilegal, conhecida no Brasil como "garimpo", representa 67,6% e é praticada principalmente em áreas de preservação ambiental. A Greenpeace destacou que "o estudo foi complementado por um sobrevoo realizado em outubro de 2021, que identificou garimpos [locais de extração de minério] ativos e diversos equipamentos utilizados nesta prática ilegal, como motores, escavadeiras, acampamentos (...). O sobrevoo não percorreu toda a extensão das terras indígenas". A poluição dos rios para além dos óbvios danos ambientais causados, impede também que a água seja usada para as necessidades vitais dos povos e causa enormes danos culturais às tribos.

Os investigadores responsáveis concluíram que o discurso do governo (liderado pelo Presidente, Jair Bolsonaro) e o “desmonte da legislação socioambiental impactaram a expansão da mineração ilegal". O Presidente do Brasil defende as atividades mineiras e agrícolas na Amazónia e recusa-se a demarcar novas reservas indígenas.

A Greenpeace destacou que a expansão da exploração de ouro no Brasil vem avançando para o interior da amazónia de forma contínua e que os rios afetados são Marupá, Tropas, Cabitutú, Mutum e Joarí. O resultado do estudo da Greenpeace foi encaminhado como denúncia ao Ministério Público Federal brasileiro para "exigir que as autoridades tomem medidas contra este crime".

Decidi escolher este tema como alvo da minha reflexão de hoje por considerá-lo importante e por achar que nem sempre se dá a devida a atenção a tópicos como este. Estamos tão habituados a viver num Mundo globalizado que, por vezes, esquecemo-nos que existem grupos humanos que fazem parte desse Mundo, utilizando as técnicas e meios que nós podemos considerar mais rudimentares. Para além disto, escolhi este tema pois acredito que, tal como eu, não soubessem desta situação que deve ser urgentemente debatida. Fala-se muito na desflorestação da Amazónia por esta ser o pulmão da Terra, mas a verdade é que também precisa de se considerar outras ilegalidades que lá se cometem.

Espero que tenham gostado desta reflexão! Até à próxima semana! :)

 


28 de novembro de 2021

Boa noite, sejam bem-vindos a mais uma das minhas reflexões individuais! A última que fiz foi quase no fim de semana passada e teve como alvo um tema pedido pelo professor. Contudo, esta semana, estamos de volta com mais um tema escolhido por mim. Embora não tenha retirado o tema da minha reflexão de nenhum sítio em específico, acredito que é algo importante tendo em conta os dias de hoje. O tema da minha reflexão de hoje é a nova variante do vírus SARS-COV-2.

A nova variante do vírus Covid-19 denomina-se Ómicron e foi detetada pela primeira vez na África do Sul. Os primeiros casos desta variante foram detetados há 15 dias e, devido às mais de 30 mutações que foram já identificadas, é agora um motivo de preocupação por parte de todos os países do Mundo. Muitas das primeiras infeções pela variante Ómicron reportadas são de estudantes universitários, "jovens que tendem a sofrer formas mais moderadas da doença", observaram os peritos. No entanto, esta foi considerada uma "variante de preocupação" pelo grupo de peritos da OMS (Organização Mundial de Saúde) na passada sexta-feira, exigindo, por isso, uma monitorização especial por laboratórios de todo o mundo. O grupo de estudo salientou que "compreender o nível de severidade da variante Ómicron pode levar vários dias ou semanas".

Há que realçar que, neste momento, os balanços mais recentes da Agência France-Presse apontam que a Covid-19 já provocou, pelo menos, 5.193.392 mortes em todo o mundo, entre mais de 260,44 milhões de infeções. Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.417 pessoas e foram contabilizados 1.142.707 casos de infeção, segundo os dados da Direção-Geral de Saúde (DGS).

Durante o dia de hoje, a OMS afirmou que ainda não há indícios de que a variante Ómicron provoque casos mais graves de covid-19 ou com sintomas diferentes das estirpes anteriores. Por outro lado, os peritos acrescentaram que, aparentemente, a nova variante aumenta o risco de reinfeção (a hipótese de uma pessoa que já foi contaminada pela Covid-19 voltar a contrair a doença), mas que "não é ainda claro se é mais contagiosa". Em relação à resposta dos tratamentos contra a Covid-19, os cientistas observaram que os Corticosteroides e os Antagonistas da Interleucina-6 (IL6) parecem continuar a ser eficazes em pacientes graves. Por último, há que mencionar que ainda não há conclusões sobre a resposta das vacinas existentes à variante Ómicron.

Ao longo dos últimos dias, tem-se verificado um aumento do número de internamentos na África do Sul, ainda assim, este poderá não estar relacionado com infeções específicas com a variante Ómicron, mas sim com o aumento geral do número de pessoas infetadas. Todo o continente africano é considerado como sendo o mais atrasado no combate à pandemia, tendo o menor número de pessoas vacinadas em todo o Mundo. Ainda assim, a nova variante já chegou a alguns dos países mais desenvolvidos, nomeadamente, alguns países da Europa e até ao Canadá.

Com Portugal a entrar em força na toma da terceira dose da vacina contra o vírus Covid-19, ainda não foram registados quaisquer casos da nova variante no país. Apesar disto, tem-se verificado, ao longo da última semana, um aumento preocupante do número de novas infeções, bem como um aumento do número de internamentos, que já obrigou o governo a adotar novas medidas de combate à pandemia. Deste modo, a nova variante é um assunto que também nos preocupa. Mais uma vez, cientistas das mais diversas áreas vão ter de unir esforços de forma a tentar compreender, o mais rapidamente possível, informação que possa ser útil para a forma como os países continuam a combater a pandemia.

Decidi escolher este tema como alvo da minha reflexão de hoje por considerar que é um tema sensível a toda população e que merece ser considerado. Para além disto, ao escolher este tema, tive a oportunidade de perceber mais sobre um assunto que também me diz respeito enquanto cidadã. É muito comum em alturas como esta dominar a desinformação e as suposições por parte do público que observa este desenrolar de acontecimentos preocupantes, por isso, não há nada como nos informarmos e tentar passar aos outros informação que não só lhes será útil, como lhes permitirá entender melhor aquilo que enfrentamos.

Fiquem atentos às minhas próximas reflexões! Até para a semana! <3


 

18 de novembro de 2021

Boa tarde, sejam bem-vindos a mais uma reflexão na minha página individual! Os dias de hoje e de amanhã são os primeiros dias de pausa letiva que temos este ano. Tendo em conta que agora a minha escola trabalha por semestres, já não tenho o mesmo calendário escolar e, por isso, estes dois dias serão também altura para os professores fazerem uma avaliação intercalar do nosso desempenho. Esta avaliação será qualitativa e diz respeito a todo o trabalho que desenvolvemos até agora, tanto formativo como sumativo.

Todo o feedback que conseguirmos receber, seja qual for a disciplina, é útil para sabermos o que podemos fazer melhor. Na disciplina de biologia em específico, as informações sobre a evolução do meu desempenho são importantes, pois, como só terei a disciplina até ao final deste ano, tenho de ser eficaz se quiser melhorar o meu desempenho. Para além disso, é sempre bom saber como está a ser o nosso desempenho para sabermos se estamos num bom caminho ou se deveremos seguir um caminho diferente.

Tendo em conta as informações que o professor me facultou, sei agora que preciso de melhorar no domínio da comunicação, em especial, em apresentações orais de trabalhos. Já nos outros dois domínios, devo manter o desempenho que estou a ter agora ou, então, “limar” pequenas arestas. De acordo com estes resultados, nas próximas etapas da minha aprendizagem devo procurar estratégias que facilitem a minha comunicação oral.

Concluindo, as informações partilhadas pelo professor sobre a minha evolução são importantes para as próximas etapas de aprendizagem, na medida em que me permitem procurar estratégias que sejam úteis para passar, com sucesso, por essas etapas. 



14 de novembro de 2021

Boa tarde, sejam bem-vindos a mais uma reflexão na minha página individual! Para a minha reflexão de hoje decidi trazer uma notícia que me chamou á atenção enquanto navegava no browser do meu computador. O título da notícia que podem encontrar no site da SIC Notícias é: “GNR sinalizou em outubro mais de 44 mil idosos a viverem sozinhos ou isolados”.

“Em outubro de 2018, a GNR tinha sinalizado 45.563 idosos a viver sozinhos ou isolados em todo o país”. Em outubro de 2019 esse número baixou para as 41.868 sinalizações. Contudo, em outubro deste ano, embora com um número ainda elevado, a GNR sinalizou um número mais baixo de idosos na referida situação do que em 2018, mas mais elevado do que em 2019. No âmbito da Operação Censos 2021, foram sinalizados, pela força de segurança, 44.484 idosos que vivem sozinhos, isolados, ou em situação de vulnerabilidade devido ao facto da sua condição física, psicológica, ou outra de algum modo colocarem em causa a sua segurança. Estes dados foram divulgados este domingo, 14 de novembro, através de um comunicado no qual a força de segurança também afirma que: “na edição de 2021 da "Operação Censos Sénior", levada a cabo em todo o território nacional, realizou "172 ações em sala e 3.431 ações porta a porta, abrangendo um total de 19.812 idosos".

Os distritos em que a GNR sinalizou mais idosos são, seguidamente: Vila Real (5.191 idosos sinalizados), Guarda (5.012)), Viseu (3.543), Faro (3.521), Beja (3.411), Bragança (3.343) e Portalegre (3.130), Évora (2.941) e Santarém (2.099). Nos restantes nove distritos, o número de idosos sinalizados pela GNR situa-se entre os 946 no Porto e os 1.826 em Castelo Branco.

Durante a operação, os militares realizaram uma série de ações que cobriram as mais diversas áreas e situações que podem aparecer no dia a dia de qualquer um dos idosos, privilegiando o contacto pessoal com as pessoas idosas em situação vulnerável. Todas as ações foram, assim, no sentido de sensibilização e alerta deste público-alvo para a adoção de comportamentos de segurança que permitam reduzir o risco de se tornarem vítimas de crimes, nomeadamente em situações de violência, de burla e furto, bem como para a adoção de medidas preventivas de propagação da pandemia covid-19. Todos estes factos foram desenvolvidos pelo comunicado elaborado pela GNR.

Imagem de Carlos Barroso

 "Desde 2011, ano em que foi realizada a primeira edição da Operação "Censos Sénior", a Guarda tem vindo a atualizar a sinalização geográfica. Esta ação que, para além das suas múltiplas funções, serve também como sensibilização para toda a população proporciona um apoio mais próximo à nossa população idosa. Tudo isto certamente contribui não só para a criação de um clima de maior confiança e de empatia entre os idosos e os militares da GNR, mas também para um aumento do seu sentimento de segurança.

São múltiplos os problemas que as forças de segurança encontram, contudo, um dos maiores é mesmo a solidão.

Escolhi esta notícia como objeto da minha reflexão de hoje, uma vez que a população idosa é um reflexo daquilo que um dia, correndo tudo bem, nós iremos ser. Já foram pessoas trabalhadoras e que cuidaram dos outros, por isso, chegando elas a uma idade em que já não podem fazê-lo, é a nossa oportunidade para cuidar delas. Para além disto, juntamente com as crianças, os idosos são a parte da nossa população mais sensível e frágil às mudanças drásticas do nosso mundo por terem mais dificuldade em adaptar-se. Assim, não há nada como trazer mais atenção para ações como a referida na notícia.



07 de novembro de 2021

Boa noite! Com o passar de mais uma semana, trago-vos mais uma reflexão. Esta semana decidi falar sobre algo que me chamou particularmente à atenção enquanto ouvia a edição de hoje do Jornal da Tarde que é transmitido pela RTP diariamente a partir da uma da tarde. Assim sendo, o assunto de que vos vou falar hoje é o projeto solidário: Uma causa por dia

O projeto Uma causa por dia foi lançado o ano passado (2020) por Diana Reis e Maria Rocha que, para além de serem amigas de sempre são, também, por coincidência, duas artistas natas. Este projeto surgiu com o aparecimento da pandemia quando se viram fechadas em casa e com o trabalho a escassear. Já o nome Uma causa por dia surgiu porque todos os dias há alguém a precisar de ajuda. 

Ilustração de Diana Reis 

Como ambas as artistas queriam ajudar decidiram fazê-lo com aquilo que melhor sabem fazer, a sua arte. Assim, com ilustrações, postais ilustrados e outras obras artísticas conseguiram, o ano passado, angariar 20 000 € (vinte mil euros) para 15 associações não governamentais (ONG) diferentes. Todas as receitas que recebem da das vendas revertem para as associações que decidirem ajudar.

Este ano escreveram e ilustraram um livro que junta 7 causas sociais e animais. Podem encontrar-se à venda, para além do livro, prints de séries fechadas e conjuntos de 8 postais, a partir das ilustrações que criaram para o livro e para as ONG. Cada livro tem não só a história de um mundo que é o nosso, com todos os problemas que este acarreta, mas tem também relatos de resiliência e coragem. À semelhança do ano passado, a totalidade das receitas das vendas vão reverter para as associações não governamentais.

Ilustração de Maria Rocha

As 7 associações que vão poder obter a ajuda deste projeto são: Fumaça, Cruz Vermelha Portuguesa, Corações com Coroa, Atlas, Amorempatia, Plataforma Makobo e Quinta Essência.  A maioria destes projetos têm uma finalidade social, na medida em que intervêm dentro da comunidade, tentando melhorar as suas condições de vida e tentando que se desenvolvam os grupos sociais menos desenvolvidos. 

Escolhi este tema como alvo da minha reflexão hoje não só porque este é um projeto extremamente ligado à sociedade, mas também por saber que, qualquer divulgação que um projeto assim possa ter, já é uma ajuda. Para além disto, acho que este é um projeto que vai, sem dúvida, iluminar mais um pouco todas as causas que conseguir ajudar.

Ao longo da reflexão deixei duas ilustrações que as artistas lançaram o ano passado e aproveito para deixar aqui o link para o site onde podem encontrar toda a informação acerca do projeto e até, quem sabe, contribuir. 

Muito obrigada por estarem comigo em mais uma reflexão! Até à próxima semana! :)


01 de novembro de 2021

Boa tarde! Sejam bem-vindos a mais uma reflexão. Hoje decidi falar-vos de um tópico que, de certeza, tem passado bastante pelos vossos ecrãs. Esse tópico é a erupção do vulcão Cumbre Vieja na Ilha de La Palma.

Vulcão Cumbre Vieja

A mais recente erupção deste vulcão iniciou-se no dia 19 de setembro e, desde então, não parece dar tréguas. Estima-se que esta poderá continuar a ser uma preocupação não só para a população local, mas também para a população mundial por, pelo menos, mais 41 dias. Esta erupção já destruiu 960 hectares, entre os quais podíamos encontrar diversas explorações agrícolas, e mais de 2600 construções, estando entre estas alguns cemitérios. Já se assistiu ao colapso da parte norte do cone do vulcão, à formação de escoadas lávicas, algumas explosões, à libertação de diversos gases, nomeadamente, enxofre e dióxido de carbono e até à expulsão de bombas vulcânicas. Já se registaram dezenas de sismos, contudo, no passado sábado, foi quando se registou o maior sismo desde o início da erupção. Este atingiu a magnitude de 5,1 na escala de Richter. A região da ilha mais afetada pela erupção é de Las Manchas. Esta região encontra-se praticamente irreconhecível e é caracterizada como sendo um verdadeiro cenário apocalíptico. 

Os militares da unidade de emergência deslocam-se diariamente a zonas vedadas à população na tentativa de minimizar os impactos causados pelas cinzas vulcânicas que, caso contrário, já teriam feito desabar telhados ou soterrado diversos edifícios. As forças armadas em conjunto com as equipas do plano de emergência das Ilhas Canárias evitaram a que a erupção fizesse vítimas. Contudo, é impossível deter as emissões contínuas de cinza e de fluxos de lava que se verificam todos os dias desde o início da erupção.

Um facto curioso é que, apesar do enorme risco associado, todas as viagens para a ilha encontram-se praticamente esgotadas, uma vez que milhares de turistas anseiam ver de perto aquele que é considerado um dos maiores “espetáculos” da mãe Natureza.

Vulcão em erupção 

A verdade é que não há como negar que a erupção já está a ter um impacto gritante nos mais diversos campos, pois, embora não se tenha registado nenhuma vítima mortal, os avultados prejuízos estendem-se desde os bens materiais e da agricultura, até ao meio ambiente. Neste último, pode referir-se as quantidades diárias que se libertam de dióxido de enxofre que se libertam (entre 6 140 e 11 500 toneladas), dado que este é um dos gases responsáveis pela produção de chuvas ácidas e pelo aumento da acidez dos solos.

Escolhi este tópico como tema da minha reflexão de hoje não só por achar que é um fenómeno natural impressionante, mas também por achar que este fenómeno, mesmo parecendo tão distante de nós, pode ter consequências catastróficas a nível mundial, ou seja, consequências que nos poderão atingir a todos e que, por isso, devem ser realçadas.

Aqui termina mais uma das minhas reflexões! Espero que continuem a acompanhar-me! <3



24 de outubro de 2021

Bom dia! Para hoje, escolhi falar e refletir um pouco sobre o tráfico de seres humanos. Este não é um tema sobre o qual me debruçasse muitas vezes, mas, após assistir a um evento que foi transmitido em direto para todas as escolas secundárias do país e que tinha como alvo o tema questão, foi como se tivesse levado um “murro no estômago”, uma chamada de atenção impossível de ignorar.

O evento que eu acho que poderá quase ser chamado de ação sensibilização decorreu na passada segunda-feira, dia 18 de outubro, em que se assinala o Dia Europeu do Combate ao Tráfico de Seres Humanos. Realizou-se na Escola Inês de Castro, em Vila Nova de Gaia e contou com a presença da Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, o Secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, bem como o Comissário do Plano Nacional das Artes, Paulo Pires do Vale. Após ter sido feita uma introdução pelos convidados, foi passado um espetáculo documental. Este denomina-se “Mulheres-Tráfico”, foi realizado por Manuel Tur e protagonizado por 11 atrizes. A pequena representação partiu de relatos de mulheres vítimas do crime de tráfico de seres humanos no sentido de nos alertar e educar, mas também o sentido de nos levar a refletir sobre este tema tão importante.

Campanha de sensibilização

O tráfico de seres humanos é um negócio altamente lucrativo a nível mundial e é, sem dúvida, a maior violação dos direitos humanos por ser levado a cabo com crimes que são absolutamente incompatíveis
com a dignidade humana e os seus direitos fundamentais. Segundo o Protocolo de Palermo (instrumento legal internacional que trata do tráfico de pessoas), o tráfico é definido como sendo: “o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso de força ou outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração”.

“Na Europa, mais de 76% das vítimas de tráfico são mulheres e pelo menos 15% são crianças” e estas são “transformadas em mercadoria – compradas, vendidas, oferecidas, trocadas e descartadas – são exploradas nos criminosos negócios do trabalho escravo, da mendicidade e, sobretudo, da prostituição”. “As mulheres e as crianças são 95% no total de pessoas traficadas para fins de prostituição”. “A forma mais comum de tráfico de seres humanos é a exploração sexual (67%), seguida da exploração laboral (21%)”. “Os jovens constituem 20% das vítimas de tráfico na Europa e estima-se que 67% são aliciados em locais públicos e nas redes sociais”. Números que nos dão que pensar, não? Lembro-me de ouvir durante a palestra que Portugal antigamente era, essencialmente, um país de trânsito, ou seja, “apenas” um país de passagem até à chegada ao destino. Mas hoje, para além disto, tem-se tornado, também, um país de origem para os mais diversos destinos. Lembro-me, também, de ser dito que a palavra “tráfico” não consta do nosso vocabulário, achamos sempre algo que a substitua e, se pensarmos bem, isto não é de todo mentira. Este não é apenas um problema dos outros, é um problema que envolve cada um de nós.

Escolhi este tema para alvo da minha reflexão por ter ficado, de facto, em choque com os números e relatos que me apresentaram. Mais do que isso, pela forma como o espetáculo foi realizado, foi como se eu sentisse o que era ser aquelas mulheres, foi como se eu sentisse que poderia ser eu.

Continuem ligados para mais reflexões ;) obrigada!

Para poder assistir a um pequeno excerto do documentário: Clique aqui



17 de outubro de 2021

Boa tarde! Sejam bem-vindos a mais uma reflexão. Para hoje, escolhi trazer de volta a história de um bebé português que nasceu sem rosto. Este bebé nasceu em 2019 e completou, no passado dia 7 de outubro, 2 anos de vida. Esta é uma história definitivamente interessante e desafiante para aquelas que são as atuais “leis” da medicina.

Comecemos pelo início, a gravidez. Segundo tudo o que foi documentado, os pais de Rodrigo sempre cumpriram as indicações que lhes foram dadas. Foram a todas as ecografias que são recomendadas e marcadas durante o período da gravidez e, em todas elas, foram efetuados os procedimentos habituais. Tirar as medidas do feto em desenvolvimento e procurar por eventuais malformações ou problemas são alguns desses procedimentos. Contudo, em todas as ecografias de rotina realizadas, o médico que acompanhava a gravidez nunca sinalizou os pais em relação a qualquer problema. Rodrigo acabou então por nascer no dia 7 de outubro de 2019. Aquando o seu nascimento, foi comunicado aos pais, pela pediatra de serviço, o problema que o menino enfrentava e foram-lhe dadas apenas algumas horas de vida.

Para que possam perceber melhor o problema de Rodrigo, ele tem pestanas, mas não tem olhos, nariz e parte do crânio. Por não ter nariz, a única maneira de respirar é pela boca e, por isso, esta apresenta-se maior do que seria de esperar. Não consegue respirar nem quando se engasga, nem quando tem ataques de epilepsia.

Após fazer alguma pesquisa sobre quais poderiam ser as causas das malformações que se revelaram, as únicas referias foram: um “erro genético”, ou seja, uma alteração nos genes, o uso de medicação inadequada durante a gravidez ou “apenas” a própria génese do bebé.

Escolhi esta “história” para ser objeto da minha reflexão por achar que é indubitavelmente admirável. Não queria de todo focar-me na discussão que poderá surgir pelo facto de os problemas não terem sido devidamente diagnosticados pelo médico, mas sim na inexplicável coragem que os pais de Rodrigo tiveram para enfrentar os problemas que os esperavam e a luta que teriam pela frente. Sem nenhuma imposição por parte do hospital, conseguiram adaptar-se aos problemas do filho e levá-lo para casa após um longo período de internamento no hospital. Para além disto, é também de assinalar a força de vontade que, sem saber, este bebé teve de sobreviver. Contra todas as expectativas e previsões, Rodrigo está claramente a por em causa o futuro que lhe estava destinado. Desde conseguir segurar no biberão, a pôr-se de pé e até mesmo a dizer a palavra “papá”, muitos são os progressos que já conseguiu alcançar. Após sobreviver não só algumas horas, mas dias, semanas e anos, os médicos começam já a pensar em cirurgias estéticas para melhorar a sua condição.

Apesar de existirem outras crianças na mesma situação que Rodrigo, a verdade é que a sua história se torna ainda mais relevante por ser no meu país, por estar aqui tão perto.

Muito obrigada e "vemo-nos" na próxima reflexão!

Clique para aceder ao link da reportagem 



03 de outubro de 2021

A Minha Primeira Reflexão

Como continuação da reflexão que fiz com os meus amigos, gostava de adicionar algumas coisas que completam não só o nosso ponto de vista enquanto grupo, mas que eu, individualmente, gostava de referir em relação ao artigo que nos foi apresentado na última aula.

Para finalizar o tópico relacionado com o percurso escolar, acho que não é demais destacar que, muitas vezes, ficamos infelizes por tudo não estar a correr como queríamos e, apesar de isso poder ser válido ao início, não poderá ser sempre. As melhores coisas que nos acontecem conseguem ser completamente o oposto daquilo que nós planeámos inicialmente e será isso um problema? Claro que não, antes pelo contrário; e a história de Diogo mostra, de certa forma, isso mesmo.  

O outro ponto que eu gostava de focar é o facto de ele dizer que, enquanto e se puder, quer inspirar a sua irmã. Este querer inspirar, neste caso a sua irmã, e noutros casos os outros é admirável, uma vez que nem todos conseguem ter a mesma vontade de ir mais longe e de "dar um tiro no escuro" para conseguirem alcançar os seus objetivos. Alguns desses outros precisam apenas que lhes mostrem como começar tudo isso. Para além disto, sentir que conseguimos ter um impacto positivo naqueles que nos rodeiam é uma das maiores sensações de orgulho que podemos ter.

Por último, gostava de falar sobre a forma como Diogo se referiu à mudança da sua relação consigo próprio. No seu caso, tal como muitos outros, foi preciso olhar para fora, para algo até diferente, para perceber o quanto era necessária uma mudança na sua maneira de se relacionar consigo mesmo. Um percurso de autodescoberta ou de redescoberta de nós mesmos não é fácil e é, sem dúvida, trabalhoso. Ao longo deste percurso, diria, por experiência própria, que ajuda ter momentos de mindfulness formal como, por exemplo, de meditação. Estes momentos têm o objetivo de levar o indivíduo que os utilize a focar-se no momento presente, a aceitá-lo e a olhar para dentro de si mesmo, ficando em paz consigo e com aquelas que são as suas experiências. Obriga-o a parar. Deste modo, acho extraordinário o facto de Diogo ter feito referência a este processo que não só permite uma introspeção, como também permite que se abra um espaço para descobrirmos todo um conjunto de novas "informações" sobre nós e sobre como lidar com tudo aquilo que não está ao nosso alcance. 

Espero que tenham gostado da minha primeira reflexão! Continuem desse lado! :)






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