Bem-vindos! Somos alunos do 12º ano. Um ano definitivamente decisivo e de descoberta tanto de nós como do mundo e daquilo que nos rodeia. Assim, com este blogue pretendemos apresentar algumas das nossas reflexões e pesquisas sobre os mais diversos temas, não só da biologia, mas muitos outros. Esperemos que este seja um espaço útil, no qual seja possível aprender e iniciar novas e interrogações.
"Grandes descobertas e progressos invariavelmente envolvem a cooperação de várias mentes."
Afonso Martinho
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Apresentação
Chamo-me Afonso Martinho e tenho 17 anos. Estou a iniciar mais um ano letivo - 12º ano na área de ciências e tecnologias, na Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes. Como disciplinas opcionais, escolhi Biologia e Psicologia pois gosto muito destas áreas de estudo e podem ser úteis e enriquecedoras para o curso que pretendo seguir na universidade. Embora ainda não tenha decidido que curso é que quero tirar… estas são as minhas opções mais prováveis: Enfermagem, Medicina Veterinária ou Biologia.
Neste espaço publicarei as minhas reflexões e comentários críticos sobre Biologia e sobre outros temas que ache interessantes.
19/05/2022 – Obrigatoriedade, ou não, da vacinação contra o SARS-CoV-2
Olá a todos! Estou de volta com mais uma das minhas reflexões individuais... Durante o semestre fizemos uma reflexão crítica (em grupo) que tinha como tema a “Obrigatoriedade, ou não, da vacinação contra o SARS-CoV-2”. Então, boa parte dos elementos do grupo eram a favor da não obrigatoriedade da vacina. No entanto, eu era o único no meu grupo que defendia que a vacinação contra o SARS-CoV-2 devia ser obrigatória para todos. Assim, nesta reflexão vou tentar defender o meu ponto de vista…
Como é óbvio, esta temática está diretamente relacionada com a CTSA (Ciência, Tecnologia, Sociedade, Ambiente). Relaciona-se com a Ciência pois foi graças a ela que pudemos perceber qual é que era a constituição do vírus e como é que o mesmo se comportava. No entanto, não seria possível chegar-se a este patamar sem a ajuda da Tecnologia. No entanto, foi a reunião/união destes dois fatores (Ciência e Tecnologia), que permitiu a obtenção de vacinas contra este vírus em tempo record.
Na minha opinião, a vacinação contra a Covid-19 deveria ser obrigatória para todas as pessoas. No entanto, ainda existem pessoas que não se querem vacinar por diversos motivos… Já está cientificamente comprovado que as vacinas são efetivamente seguras e que as mesmas são capazes de reduzir drasticamente as formas mais graves da doença bem como reduzir a taxa de mortalidade/hospitalização. Então porque é que ainda existem pessoas que se recusam a ser vacinadas tendo acesso a todos estes dados e ás vacinas?
No entanto, eu percebo o ponto de vista defendido das minhas colegas, ou seja, estar a obrigar a alguém a vacinar-se estamos a retirar-lhe essa liberdade de escolha. Porém, por vezes não será melhor retirar-se essa liberdade para prevenir males piores, como a hospitalização dessa mesma pessoa ou a morte?
Atualmente, a vacinação contra à Covid-19 em Portugal ainda é opcional ficando assim á responsabilidade de cada um vacinar-se ou não. Deste modo, cada um deverá tomar a sua decisão e no fim saber lidar com as consequências.
Concluindo, este é um tema muito polémico, pois acaba por envolver alguns problemas éticos e morais… P.S.: A nossa reflexão de grupo pode ser lida na página inicial deste Blog. “Vacinação contra SARS-CoV-2”
Espero que tenham gostado da minha reflexão! Até para a semana 😊
14/05/2022 – Relação entre as Crianças e o Campo
Boa noite! Como é que estão, aí desse lado?? Nesta semana, trago-vos um artigo que me deixou um pouco chocado, porém, também o achei bastante “expetável”. Isto, porque vivemos em pleno século XXI. O mesmo pode ser lido AQUI.
Como muitos de nós devemos saber as crianças que vivem nas grandes cidades têm “um grande desconhecimento” relativamente aos ecossistemas aquáticos e à sua biodiversidade. Sendo que, muitas destas têm medo de contactar com a natureza - relevou um estudo efetuado uma investigadora da Universidade de Coimbra.
O estudo foi publicado por Maria João Feio (Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade de Coimbra) e avaliou o impacto que o projeto “CresceRio” teve em crianças dos seis aos dez anos. No projeto estiveram envolvidos ecólogos, sociólogos e artistas e o objetivo deste era “educar as crianças para a importância dos ribeiros urbanos, da sua biodiversidade (…) e, simultaneamente, chamar a atenção da sociedade para a necessidade da sua recuperação”.
Durante o projeto “CresceRio” uma equipa da Universidade de Coimbra avaliou qual foi o impacto das várias atividades realizadas ao longo de dois anos letivos (1.º e 2.º anos) com uma turma da escola de Solum. Deste forma, as turmas puderam conhecer as ribeiras urbanas da cidade de Coimbra e uma da serra da Lousã.
É essencial perder o medo
Como resultado das atividades efetuadas pelas turmas, “os medos revelados pelas crianças foram diminuindo progressivamente ao longo do projeto, à medida que o seu conhecimento sobre os ecossistemas foi aumentando. No final, os alunos eram capazes de dizer os nomes de árvores ripárias, plantas aquáticas e invertebrados e identificar os maiores problemas destes sistemas”, acrescenta Maria João Feio.
“Este processo deve começar cedo e ser contínuo. Introduzir temas ligados à ecologia com aulas práticas e de campo no currículo no primeiro ciclo é fundamental… (…), contribuindo assim para a sua preservação, como também perdem o medo do contacto com os animais, a água e a terra, que demonstravam no início, reaproximando-se da natureza” – refere Maria João Feio.
Ora bem… Escolhi este tema para alvo da minha reflexão pois achei o projeto “CresceRio” bastante interessante e inovador. Todos nós sabemos, que muitas crianças ultimamente não tem tido contacto com o meio ambiente/campo, devido á falta de oportunidades, pandemia, etc. e isto leva-as a terem medo de certos insetos e animais, em última instância, de estar em contacto com a natureza.
Deste modo, acho que se deveria realizar estas campanhas por mais escolas do nosso país, podendo assim educar mais crianças para a preservação dos ecossistemas, mas também para as incentivar a passar mais tempo fora de casa, perdendo assim os medos de estar no meio exterior/campo. Também, acho que este projeto poderia ser adotado para as turmas de 5º ano da nossa escola, visto que á volta da nossa escola temos muita diversidade de plantas e animais. Espero que tenham gostado desta reflexão.
Até á próxima! 😉
06/05/2022 - Enzimas Modificadas que “Desconstroem Plásticos”
Bom dia a todos! Como estão aí desse lado? Nesta semana, trago-vos uma notícia que achei particularmente interessante pois relaciona-se diretamente com a matéria que temos abordado nas últimas aulas de Biologia. A notícia tem o seguinte título “Enzima modificada desconstrói plástico em dias em vez de séculos” e a mesma pode ser lida AQUI.
Cientistas e investigadores da Universidade do Texas desenvolveram uma enzima modificada que tem a capacidade de “desconstruir plástico”. Desta desconstrução irá resultar matéria que será utilizada para originar novos produtos. A criação desta enzima apenas foi possível “devido à utilização de aprendizagem de máquina para perceber como criar melhor uma proteína de atuação rápida que consiga desconstruir os blocos de PET (resina sintética usada em fibras e plásticos)”.
Como a utilização desta enzima o processo de despolimerização e de repolimerização do plástico terá o seu tempo reduzido, a apenas alguns dias. Mas como é que este processo acontece? Então, um catalisador irá separar os “blocos” constituintes do PET em monómeros. Seguidamente, estes monómeros serão utilizados como “plástico virgem” para originar novos produtos. “Assim que temos um monómero original é como se estivéssemos a fazer plástico fresco de raiz, com o benefício de que já não temos de usar recursos petrolíferos adicionais” - refere Hal Alper, autor do estudo.
Segundo os investigadores, este processo trará mais vantagens face à “tradicional reciclagem do plástico”, pelo simples facto de que “se fossemos derreter o plástico e depois remoldá-lo, começaríamos a perder a sua integridade. Aqui, conseguimos despolimerizar e depois quimicamente repolimerizar, assim estamos a fazer PET virgem de cada vez”.
Porém, esta enzima não é única, já existem cerca de 19 enzimas distintas que conseguem desconstruir plástico. No entanto, a enzima apresentada consegue atuar/desconstruir cerca de 51 tipos diferentes de PET sendo capaz de atuar também numa ampla diferença de temperaturas e condições de pH (o que não acontecia com as enzimas anteriores).
Por fim, os desafios que esta equipa terá de enfrentar passarão por “tornar a enzima transportável” e que a mesma possa ser produzida industrialmente.
Ora bem, escolhi fazer a minha reflexão sobre este tema pois está diretamente relacionado com a matéria que temos abordado nas aulas de Biologia e aqui podemos ver uma aplicação prática desses conhecimentos para tentar resolver problemas com os quais a sociedade se debate nomeadamente, o problema da reciclagem dos plásticos. Já agora, se este processo tem mais vantagens do que a reciclagem “tradicional do plástico” porque não se investe mais nesta área? Desta forma, também estaríamos a reduzir o consumo de recursos finitos, como os produtos petrolíferos e se se utilizasse este processo haveria um menor impacto para o planeta.
Por fim, também não posso deixar de referir que esta enzima (a meu ver) poderá ajudar a resolver o problema da poluição de plástico nos oceanos. Imaginem se os cientistas conseguissem criar uma enzima que conseguisse destruir o plástico que atualmente está nos oceanos… Isso seria ótimo e estaríamos a resolver um grande problema que temos na atualidade, pois espera-se que em 2050 haja mais plástico do que peixe nos oceanos se nada for feito.
Espero que tenham gostado! Até breve 😉
29/04/2022 – Casos de Hepatite Aguda em Crianças
Boa tarde! Como estão, aí desse lado? Já estavam com saudades? Nesta semana vou falar-vos dos casos de hepatite aguda que têm aparecido em crianças. Este é um assunto muito preocupante sendo que nos deve deixar a todos em “alerta máximo”. O artigo que encontrei, este pode ser lido AQUI.
Até ao dia 25 de abril, a U.E. já tinha confirmado oficialmente 40 casos de hepatite aguda em crianças (12 casos confirmados em Estados-membros) que se juntam aos mais de uma centena já confirmados no Reino Unido.
Numa reunião em Bruxelas, a comissária europeia da Saúde referiu o seguinte: "O surto de casos de hepatite aguda de origem desconhecida em crianças é uma situação preocupante. A qual a União Europeia está a seguir de muito perto”. Os casos de hepatite aguda estão a afetar, essencialmente, as crianças até então saudáveis, que tem idades compreendidas entre um mês e 16 anos. No entanto, em alguns casos houve a necessidade de fazer um transplante de fígado.
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças já começou a analisar os casos notificados de hepatite aguda de origem desconhecida em crianças dos vários países onde existem casos, para que possa ser feita uma avaliação rápida de risco.
O Reino Unido foi o primeiro país a lançar um alerta, no início do mês de abril e já confirmou cerca de 100 casos positivos de hepatite aguda. No entanto, mais outros 10 países da E.U. também têm relatado casos de hepatite, bem como Israel e os Estados Unidos. A diretora do ECDC, Andrea Ammon, disse que muitos foram os casos de hepatite grave que evoluíram para casos de insuficiência hepática aguda (o que exigiu um transplante de fígado – evidenciando assim a gravidade da situação).
“As investigações prosseguem nos vários países mas de momento, a causa desta hepatite permanece desconhecida. A hepatite habitual, de A a E, está excluída e as autoridades nacionais de saúde estão a olhar para possíveis causas”, disse Ammon e escusa-se a especular sobre a origem destes casos até haver mais dados.
A OMS já anunciou que ocorreu a morte de uma criança vítima da hepatite. No entanto, ainda não foi divulgado o país onde tal morte ocorreu. Vários especialistas acreditam que este casos de hepatite possam estar ligados a um vírus associados a constipações (adenovírus), porém estão a realizar-se mais investigações.
Ora bem, escolhi fazer a minha reflexão sobre este tema pois é muito atual e ao mesmo tempo bastante preocupante. Como é referido no artigo, como ainda não sabe a origem da doença e desconhece-se também como é que esta se propaga/transmite.
Assim, a meu ver é imperativo descobrir da forma mais célere como é que se transmite esta doença e o que é que se pode fazer para a tentar “travar”. Os cientistas e investigadores deverão começar a fazer pesquisas e ensaios para tentar descobrir como é que a doença se transmite e para isso têm ao seu dispor inúmeros equipamentos tecnológicos, que com certeza irão facilitar o seu trabalho, evidenciando-se nesse caso uma grande relação da tecnologia para a ciência. Quanto à sociedade esta deverá manter-se calma, mas ao mesmo tempo estar sempre informada sobre os novos desenvolvimentos que resultam das novas investigações.
Esperamos que este surto de hepatite não se torne na próxima pandemia, mas para que isto não aconteça todos deveremos tomar algumas medidas preventivas. Sendo que, num site encontrei as seguinte medidas preventivas: respeito pelas regras de etiqueta respiratórias bem como a lavagem das mãos. Para saber mais clicar neste LINK.
Espero que tenham aprendido um pouquinho mais. Até breve!! 😉
23/04/2022 – Detritos Espaciais (Lixo no Espaço)
Olá a todos! Como foi a vossa Páscoa, comeram muitas amêndoas e ovos?? Assim, com o término da interrupção letiva da Páscoa, regressa também as minhas reflexões. Nesta semana, vou falar-vos dos detritos espaciais. O artigo pode ler lido AQUI.
Um relatório divulgado esta sexta-feira (22 de abril) pela Agência Espacial Europeia (ESA) revelou que mais de 30 mil detritos espaciais estão na órbita da Terra. Estão todos identificados e são monitorados regularmente por redes de vigilância. Segundo o relatório da ESA, existem cerca de 30.920 detritos (lixo espacial) a orbitar a Terra, porém este número não pára de aumentar.
Constantemente são lançados para o espaço mais satélites. Nomeadamente, “constelações de pequenos satélites de comunicações”, porém poucos destes satélites são removidos do espaço (órbita baixa da Terra). Consequentemente, esta área do espaço vai ficar “fortemente congestionada”, caso nada seja feito para solucionar este problema.
Segundo a ESA no espaço existem cerca de 8300 satélites, dos quais 5400 estão ativos, muitos destes satélites tem de ser desviados de objetos perigosos como por exemplo: foguetões, naves, satélites, etc. que foram lançados há várias décadas e se fragmentaram no espaço. Por exemplo, em abril, um dos satélites do programa europeu de observação da Terra Copernicus teve de fazer uma manobra para evitar a colisão com um fragmento de um foguetão que foi lançado há 3 décadas.
Nem todos os detritos espaciais estão rasteados e catalogados. Segundo dados estatísticos, a ESA estima que existam cerca de 36.500 detritos com mais de 10 centímetros, mais de um milhão com tamanho variável entre 1 e 10 centímetros e 130 milhões com 1 milímetro a 1 centímetro.
Por fim, para o ano de 2025 está a ser planeada uma missão espacial organizada pela ESA com o nome ClearSpace-1. A missão tem como objetivo a remoção de lixo espacial, neste caso pedaços de um foguetão enviado para o espaço em 2013.
Escolhi este tema pois achei-o bastante interessante e atual… Não fazia a mínima ideia que havia tanto lixo espacial a orbitar o nosso planeta e que isso poderia ter efeitos nefastos para a navegação de novos satélites, foguetões e para as missões espaciais. Atualmente, a humanidade está preocupada a discutir e a tentar arranjar formas de solucionar e reduzir a poluição dos oceanos, o que é muito bom e que de ser feito, sem dúvida! Porém, nada se faz para solucionar o problema do lixo espacial e pouco se tem ouvido falar deste problema que também é importante. Deste modo, acho que se devia investir mais em missões para a recolha do lixo espacial, mas também devia legislar-se mais sobre esta atividade (que pelo que percebi é pouco legislada).
Espero que tenham aprendido um pouco mais sobre este tema. Até à próxima! 😊
11/04/2022 – O meu desempenho na disciplina de Biologia (Avaliação Intercalar)
Bom dia!! Como é que estão?? Sejam bem-vindos a uma nova reflexão. Nesta semana de 11 a 15 de abril estamos de férias - interrupção letiva da Páscoa. Porém, como nos encontramos a trabalhar por semestres, não iremos receber nenhuma avaliação “oficial” por parte da escola.
O professor enviou-nos um documento que nos permite analisar o nosso desempenho individual na disciplina de Biologia. Deste modo, após a análise podemos perceber quais os domínios que devemos melhorar, para assim obter melhores resultados. Acho que no meu caso, os resultados obtidos até agora foram muito satisfatórios, mas mesmo assim ainda posso melhorar em alguns aspetos para no final do semestre chegar ao 20.
Assim, penso que devo melhorar no domínio do conhecimento pois, é onde tenho as notas um pouco mais baixas. Deste modo, devo procurar formas que me levem a melhorar os resultados neste domínio. Quanto aos outros dois domínios, acho que estou com um desempenho bastante bom, ou seja, devo continuar com o trabalho que tenho desenvolvido, ou mesmo melhorar pequenos aspetos.
Em suma, as informações que o professor partilhou connosco são importantes pois permitem-nos aferir os nossos resultados e procurar formas/estratégias para os tentar melhorar. Na minha opinião mais professores deviam partilhar estas informações, para podermos procurar estratégias para melhorar noutras disciplinas, obtendo assim melhores resultados.
Aproveito também para desejar uma Feliz Páscoa a todos vós!!
01/04/2022 – Futurália 2022
Olá a todos! Como estão? Nesta semana, a reflexão será sobre a Futurália e a minha “experiência” na mesma. Podem ler AQUI um artigo sobre esse tema.
A Futurália é o maior evento nacional dedicado à educação e regressa à FIL (Feira Internacional Lisboa) após dois anos de paragem forçada devido à pandemia de Covid-19. Neste evento são apresentados aos jovens, mas também, aos adultos e profissionais os inúmero cursos de formação de várias instituições do nosso país. A Futurália foi criada/organizada para os jovens poderem começar a traçar o seu futuro e para os adultos e profissionais que pretendem adquirir mais ferramentas para o mercado de trabalho. O sentimento de incerteza predomina à entrada para o pavilhão, porém, à saída os jovens estão mais esclarecidos sobre o rumo/caminho que esperam seguir a nível académico.
Este ano, a Futurália conta com uma programação paralela de palestras, workshops e debates, que se mantém até sábado, dia 2 de abril de 2022.
Ora bem…escolhi este tema para alvo da minha reflexão por diversos motivos. Na quinta-feira passada (31 de março de 2021) eu e os meus colegas da escola alugámos um autocarro e fomos visitar a Futurália. Assim, tive a oportunidade de visitar “o maior evento nacional dedicado à educação” e acho que foi útil para uma tomada de decisão acerca dos possíveis cursos em que pretendo inscrever-me no próximo ano letivo.
Deste modo, acabei por visitar inúmeros stands de várias faculdades, especialmente aqueles que tinham os cursos em que eu tenho especial interesse, nomeadamente medicina veterinária, medicina dentária, mas também enfermagem. Algumas das pessoas que estavam nestes postos conseguiram explicar muito bem como é que funcionava o curso, que provas de ingresso é que precisava, etc., porém também encontrei outros postos que acabaram por não ser muito esclarecedores, o que foi um pouco frustrante.
Concluindo, de um modo geral, gostei imenso de visitar a Futurália e acho que até foi útil. Porém, eu estava à espera que a mesma fosse um pouco maior e que fosse um pouco mais prática.
Até para a semana! 😊
26/03/2022 – A Importância das Abelhas e Porque Precisamos Delas
Olá a todos! Como é que estão? Aqui estou com mais uma das minhas reflexões individuais. Esta semana vou falar da importância das abelhas e porque é que precisamos delas. Decidi trazer-vos este tema porque acho bastante interessante, mas também para demostrar qual a importância destes “pequenos seres”. O artigo pode ser lido na íntegra AQUI.
Muitos de nós temos medo de abelhas, não é verdade?!!! Especialmente, quando andam a voar perto de nós, não é? No entanto, não devíamos ter medos destes insetos pois, na verdade são essenciais para a nossa vida e a do nosso planeta.
Mas qual é que é a importância das abelhas?
Importância das Abelhas para os Alimentos
Como muitos de vós devem saber, a principal função das abelhas é a polinização, sendo cruciais para este processo. Isto porque cerca de 2% das abelhas selvagens do planeta são responsáveis pela polinização de 80% das culturas mundiais, ou seja, se as abelhas desaparecessem não haveria frutos silvestres, tomates, abacates, couves, maçãs, amêndoas, laranjas, entre muitos outros alimentos.
Importância das Abelhas na Cadeia Alimentar
Porém, não são só os humanos a beneficiar dos alimentos que existem graças às abelhas. Vários animais também se alimentam de vegetais logo, iriam sofrer com o seu desaparecimento. “As abelhas são responsáveis por grande parte da polinização mundial de alfafa, que é amplamente usada para alimentar gado. Aqui, a importância das abelhas manifesta-se indiretamente, mas sabemos que se não houver abelhas, não haverá alimentos para os animais herbívoros”.
Importância das Abelhas para os Ecossistemas
O que seria dos ecossistemas sem as abelhas? A resposta é simples: seria o fim deles. Deste modo, se as abelhas desaparecerem, cerca de 80% da polinização não se realizará logo, não haverá alimentos para os outros animais (pássaros, insetos, etc.). Consequentemente, toda a cadeia alimentar entraria em colapso, podendo mesmo o ecossistema ficar destruído.
Importância das Abelhas como Indicadores de Saúde
As abelhas são também um bom indicador da saúde de um ecossistema ou habitat? As abelhas estão organizadas em colónias e a sua esperança média de vida é de vários anos. Deste modo, a presença duradoura de uma colónia num mesmo local quer dizer que esse ecossistema está “saudável” pois as abelhas são um dos insetos mais sensíveis, nomeadamente às alterações climáticas. Assim, qualquer alteração da temperatura média entre 1,8ºC e 2,6ºC (aumento que se espera vir a registar a nível mundial até 2099) ira ser fatal para as abelhas.
Infelizmente, muitas colónias de abelhas estão a desaparecer, mas porquê?
Vários especialistas estão a ficar preocupados com a diminuição das populações de abelhas, especialmente as da Europa e da América. São muitas as razões que podem explicar este fenómeno, como por exemplo: agricultura intensiva, uso de pesticidas, poluição, introdução de espécies invasoras, doenças, uso de culturas/plantações geneticamente modificadas, etc.
Concluindo, para se poder “salvar” as abelhas é preciso tomar medidas imediatas como por exemplo, limitar o uso de pesticidas e a criação de jardins onde exista uma grande diversidade de plantas “amigas das abelhas” como o alecrim, hortelã, margaridas, girassóis, papoilas.
Ora bem, escolhi este tema para a minha reflexão pois acho-o de extrema importância e muito atual. Eu já sabia que as abelhas eram muito importantes devido aos fatores anteriormente referidos. No entanto, muitas pessoas desconhecem qual é o valor/importância que estes pequenos insetos têm nos ecossistemas, e o que poderá acontecer se as abelhas desaparecerem.
Assim, todos nós podemos adotar medidas para ajudar a aumentar/manter as populações de abelhas nomeadamente, na nossa varanda podemos colocar várias flores que as abelhas gostem e optar por alimentos de origem biológica.
Lembrem-se, quando virem uma abelha não a “enxotem” pois, se ela vos picar vai acabar por morrer e não servem apenas para nos dar o mel delicioso, mas também permitem que os ecossistemas funcionem de uma forma harmoniosa.
Espero que tenham gostado, até para a semana! 😊
19/03/2022 – Visita ao Museu MIAA
Boa tarde a todos! Aqui estou eu com mais uma das minhas reflexões. No entanto, esta será um puco diferente pois não tem por base uma notícia/artigo como é habitual, mas sim uma visita que realizamos ao museu da nossa cidade de Abrantes.
Na passada quinta-feira (17 de março de 2022), eu e os meus colegas de Biologia e de Psicologia visitamos com os professores dessas disciplinas o museu da nossa cidade que se chama MIAA (Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes) que está localizado no edifício adjacente à Biblioteca Municipal, que antigamente era um convento de uma ordem religiosa.
Tivemos o privilégio de ter visita guiada! Assim, foi possível aprender mais sobre a história do próprio convento e do museu (o que encontraram durante a renovação, factos curiosos sobre o mesmo), mas também sobre o que estava exposto nas doze salas do museu. O MIAA encontra-se “organizado cronologicamente”, pois a nossa visita começou com o “visionamento” de peças/artigos da pré-história (passando pelos gregos, romanos, etc.) até à arte contemporânea.
Após a visita ao MIAA o nosso professor de Biologia desafiou-nos a escolher a peça/obra do museu que mais gostamos e porquê. No meu caso foi um pouco difícil escolher só uma peça/obra pois eu gostei de várias…
Ora bem… A obra que mais gostei é da autoria de Paulo Mendes e chama-se Red Power (2006). Esta obra estava exposta numa das salas de arte-contemporânea, em exposição temporária. Quando entramos na sala, é possível ver-se um “suposto” Ferrari que foi coberto com uma capa de tecido vermelho que tem uma cavalo preto (característico da marca) costurado/estampado no para-choques. No entanto, por debaixo desta capa não está nenhum Ferrari...
Gostei bastante desta obra pois quando a vi pensei: “Uau! Aqui está um Ferrari”, mas ao aproximar-me percebi que não estava nenhum carro debaixo da capa… Assim, a obra deixou-me a pensar, que nem tudo é o que parece (ou pelo menos foi esta interpretação que fiz). A meu ver, o mais interessante é que a “mensagem transmitida pela obra” também se pode aplicar no nosso dia-a-dia, ou seja, todos nós conhecemos pessoas que se escondem “atrás da sua máscara/capa” e no entanto, quando as conhecemos melhor percebemos que elas são completamente diferentes do que aparentam ser. Como quando percebemos que por debaixo da capa não está nenhum Ferrari. Também gostei da pluralidade de significados e interpretações que se pode obter desta obra, na medida em que para outro meu colega esta obra poderá não ter tido qualquer significado.
Em suma, apreciei bastante a visita ao MIAA e as minhas espectativas foram superadas positivamente, sendo que também recordei muitos episódios relacionados com a nossa História. Espero que visitem o museu logo que tenham oportunidade.
Até breve!!
11/03/2022 - Exames Nacionais 2022
Olá a todos! Na minha reflexão desta semana irei abordar um tema que interessa a todos nós, alunos do secundário, os exames nacionais. O artigo pode ler lido AQUI.
Devido ao impacto da pandemia no sistema educativo, o CNAES (Comissão Nacional Acesso Ensino Superior) recomendou ao governo que se mantivessem as “regras/moldes” dos últimos dois anos para os exames nacionais do secundário.
Os estudantes apenas irão realizar exames nacionais às disciplinas exigidas como prova de ingresso ao Superior, ou seja, farão apenas exames às disciplinas/disciplina que necessitem para entrar no curso que pretendam. Deste modo, para efeitos de avaliação e conclusão do Secundário "poderá" ser considerada apenas a avaliação interna obtida. Esta recomendação foi feita a pedido do ministro Manuel Heitor e foi aprovada por unanimidade, reunindo também a concordância dos representantes das universidades, institutos politécnicos e ensino privado.
Quanto ao Ensino Básico, as provas finais do 9.º ano estarão de volta (tinham sido suspendidas devido à pandemia) no entanto, não deverão contar para nota do aluno. Em relação às provas de aferição dos 2.º, 5.º e 8.º anos a decisão ainda não foi completamente tomada, mas espera-se que se recupere o modelo pré-pandemia.
Ora bem…. Escolhi esta notícia, pois este ano vou concluir o 12º ano e também irei realizar exames nacionais para poder ingressar no Ensino Superior. No ano passado, a informação sobre os exames nacionais saiu em janeiro. No entanto, já estamos em meados de março e ainda não temos nenhuma informação oficial por parte do Ministério da Educação, sobre quais serão os moldes para os exames este ano.
Do meu ponto de vista, acho que a informação oficial devia sair o mais rápido possível dado que nós estudantes, temos de começar a planear/organizar as provas de ingresso que realmente precisamos para aceder ao Ensino Superior e para que possamos fazer “contas à vida”, ou seja, ver que cursos é que pretendemos e que exames é que precisamos, etc.
No meu caso, se os exames forem opcionais provavelmente irei apenas fazer o de Físico-Química, pois no ano passado tirei uma nota baixa. Em Biologia utilizarei o exame do ano passado no qual tirei uma nota muito interessante, quanto a Português e Matemática não preciso desses exames para entrar nos cursos que pretendo.
Até para a semana! 😊
05/03/2022 – Economia Circular no Setor Têxtil, Tommy Hilfiger
Boa tarde a todos e sejam bem-vindos a mais uma das minhas reflexões. Esta semana irei abordar o tema da economia circular no setor têxtil. A notícia que escolhi tem como título “Tommy Hilfiger adota a economia circular para as novas coleções”, a mesma pode ler lida AQUI.
A marca Tommy Hilfiger, no ano de 2021 teve como objetivo produzir cerca de 1 milhão de jeans (calças de ganga) utilizando materiais reciclados e planeia também que até 2025 os seus três produtos mais vendidos sejam provenientes da economia circular, ou seja, espera-se que todo o material utilizado possa ser reaproveitado na cadeia de produção.
Deste modo, para tentar tornar a moda mais sustentável e amiga do ambiente, a Tommy Hilfiger tem aderido cada vez mais à economia circular. Assim, foram criadas 24 metas divididas em duas vertentes: o uso consciente dos materiais e inclusão social. Algumas das metas são as seguintes: “abolir o uso de polyester, que tem origem fóssil e reciclar 40% do nylon. Em 2030, a empresa utilizar apenas fontes de energia renováveis”. Porém, a mudança para a economia circular começou logo na formação dos “novos estilitas”, sendo que 80% dos novos profissionais contratados tem formação em economia circular e sabem desenvolver/criar produtos que possam ser reaproveitados.
Como muitos de vós devem saber, o setor têxtil é um dos maiores poluidores do mundo e isto tem impactes negativos no ambiente. Nomeadamente, na lavagem dos jeans pois, para o fazer é utilizada muita água e produtos químicos. Consequentemente, o setor de moda tem vindo a adotar estratégias para reduzir os impactos da produção das roupas.
A PVH, que é a controladora da Tommy Hilfiger, pertence à iniciativa Make Fashion Circular, que defende o modelo circular. Num relatório publicado pela mesma é referido que menos de 3% dos materiais utilizados na indústria da moda são reciclados assim sendo, o setor perde anualmente, 500 bilhões de dólares por “deitar fora” matérias primas ainda reaproveitáveis.
Por fim, esta empresa americana também tem tentado reduzir o impacto da produção têxtil, ou seja, gerindo melhor os recursos hídricos e comprando algodão (mais de 70%) de explorações sustentáveis.
Ora bem, decidi explorar este assunto pois, na nossa escola estamos a começar a abordar os DAC que tem como tema a Economia Circular. Assim, de forma a aprender mais decidi pesquisar como é que a economia circular era aplicada na indústria da moda pois, numa das nossas aulas de biologia começamos a debater como é que ultimamente as roupas tinham uma qualidade menor e qual é o seu impacte no ambiente, aquando da sua produção.
Assim, se estas empresas começarem a utilizar mais a economia circular, isto tornará a indústria da moda mais competitiva e sustentável, algo que é muito importante nos dias de hoje tendo em conta o estado em que o nosso planeta se encontra (aquecimento global, recursos hídricos que podem escassear, secas, etc.). Por exemplo, quando comprei uma sweat desta marca, 50% do algodão utilizado era reciclado, podendo assim já se ver várias peças de origem sustentável e onde o conceito de economia circular foi utilizado.
Espero que tenham gostado, até breve!
26/02/2022 – Plantas autóctones o que são e quais as suas vantagens na biodiversidade?
Boa tarde! Como é que foi a vossa semana? Aqui estou com mais uma das minhas reflexões… Desta vez vou falar-vos das plantas autóctones (árvores) do nosso país e quais são as suas vantagens na biodiversidade. O artigo pode ser lido na íntegra AQUI.
Para começar, vou explicar de uma forma simples o que são as espécies autóctones. Uma espécie autóctone (quando se está a falar de plantas) são as plantas que são originárias/características do próprio território. Como seria de esperar, estas estão mais adaptadas ao clima e ao solo, sendo também mais resistentes às pragas e às doenças.
A flora autóctone (nativa) de Portugal é composta por uma grande variedade de espécies vegetais, desde as árvores aos arbustos. Assim, entre árvores autóctones de Portugal podemos encontrar o carvalho, a azinheira, o sobreiro, o salgueiro etc. Quanto aos arbustos podemos referir a aroeira, o medronheiro, o rosmaninho, o alecrim, entre outros.
Quais é que são as vantagens das árvores autóctones? Como já referi, estas árvores estão melhor adaptadas às condições do meio e também são mais resistentes às secas e aos incêndios, em comparação com as espécies exóticas. Por conseguinte, a conservação destas espécies é muito importante, tanto para manter a paisagem característica da região bem como para assegurar uma boa qualidade do ar, retenção da água nos solos e a preservação do mesmos. Como curiosidade, estas espécies vegetais têm um elevado valor patrimonial, pois pertencem á paisagem natural e providenciam também recursos naturais importantes como a cortiça, madeira, resina e frutos.
Por fim, é também referido que se possuirmos/tivermos um jardim, horta ou pedaço de terreno florestal devemos plantar nesse local plantas autóctones, pois esta prática contribui para uma maior sustentabilidade.
Ora bem… escolhi este tema para alvo da minha reflexão pois os meus pais herdaram um pequeno terreno, perto da aldeia da minha avó materna, que está desarborizado pois ardeu há alguns anos atrás.
Deste modo, decidi pesquisar quais é que são as árvores que aí poderia plantar para deixar esse terreno com maior diversidade e ajudar a combater as alterações climáticas, pois como sabemos, as árvores ajudam na absorção do dióxido de carbono (gás que contribui para o aquecimento global). Quando comecei a pesquisa, acabei por “tropeçar” no conceito de “espécies autóctones” e decidi aprofundar o tema para saber quais eram as árvores autóctones de Portugal e as suas vantagens na biodiversidade.
Assim, acabei por perceber que estas são as melhores árvores para plantar nesse terreno pois são características do nosso país e estão adaptadas as condições do meio, requerendo menos manutenção e cuidados especiais, em comparação com outro tipo de espécies vegetais.
Espero que tenham gostado da minha reflexão e até para a semana! 😊
18/02/2022 - Açores um “oásis” para os cetáceos
Boa noite! Como estão? Como devem ter percebido, na semana passada não fiz nenhuma publicação pois estava de férias, ou seja, foi a interrupção letiva do 1º Semestre.
Hoje estou de regresso com mais uma das minhas reflexões. O artigo que vos trago tem o seguinte título: Organização ambiental considera Açores “oásis” para os cetáceos e identifica 28 espécies. A mesma pode ser lida na íntegra AQUI.
Um relatório que foi publicado nesta quinta-feira (17 de fevereiro) tinha como objetivo assinalar o Dia Mundial das Baleias. Deste modo, a WWF (World Wide Fund for Nature) que é uma organização internacional não-governamental afirmou que o arquipélago açoriano é como “um oásis no meio do Atlântico Norte para uma série de cetáceos”. Na medida em que as ilhas dos Açores funcionam como uma espécie de “estações de serviço” para o fluxo da megafauna marinha para e pelo meio do Atlântico.
No arquipélago açoriano, segundo a organização (WWF), também foi possível identificar 28 espécies de diferentes de baleias, incluindo as duas maiores do mundo: a baleia-azul e a baleia-comum. Esta zona do Atlântico é considerada uma das zonas geográficas, onde existe uma maior diversidade de mamíferos marinhos a nível mundial.
Assim, o relatório que foi publicado resultou da análise colaborativa de 30 anos de dados científicos e foram reunidos/compilados por mais de 50 grupos de investigação. O grupo de investigação é composto por vários cientistas marinhos líderes da Universidade Estadual do Oregon, Universidade da Califórnia, Universidade de Southampton, Universidade dos Açores, etc.
O especialista em oceanos, Nuno Barros, que pertence à ANP (Associação Natureza Portugal) frisou o seguinte: “O paradigma moderno da conservação marinha (e não só) é o de proteger o património natural para benefício das pessoas e do planeta, numa lógica de bem comum”.
Por fim, Nuno Barros também explica porque é que os Açores são considerados um “oásis” para os cetáceos. A explicação é muito simples, quando as correntes submarinas encontram as ilhas, as águas frias que são muito ricas em nutrientes são forçadas a subir do fundo. Deste modo, quando estas (águas) se encontram expostas à luz solar, dá-se a manifestação incrível de vida que começa nas algas microscópicas e que acaba nos grandes predadores, neste caso são as baleias e os golfinhos.
Decidi trazer-vos esta notícia pois achei-a bastante interessante na medida em que eu não fazia a mínima ideia de que os Açores eram assim tão importantes para as baleias e para outros cetáceos. Também gostei de aprender/saber que no nosso país existem locais com muita biodiversidade.
A meu ver estes locais devem ser protegidos a todo o custo, tendo em conta a biodiversidade que aí podemos encontrar, pois se não os protegermos podemos arriscar-nos a perder certas espécies marinhas. Certamente, também gostaria de ir ver estas baleias nos passeios de barco que são organizados por algumas empresas nas ilhas do arquipélago. Espero que tenham gostado e ficado a saber um pouco mais sobre esta particularidade dos Açores!
Até breve 😊
04/02/2022 – A Seca em Portugal
Boa tarde! Como estão? Para reflexão desta semana trago-vos um tema muito atual e de extrema importância: a seca em Portugal. Já devem ter reparado e ouvido que a situação de seca, em Portugal, tem-se agravado ao longo dos últimos meses.
Segundo o ARTIGO, o mês de janeiro de 2022 foi um dos mais secos dos últimos anos. Dados do IMPA apontam que é “muito provável” que a seca meteorológica piore durante este mês de Fevereiro.
A seca que atualmente se está a viver começou em Novembro e tem-se agravado desde então. No momento em que este artigo foi publicado, Portugal tinha “54% do território em seca moderada, 34% em seca severa e 11% em seca extrema”. Infelizmente, não se prevê que haja chuva significativa até ao dia 3 de Fevereiro, deste modo a seca agravar-se-á mais, para diminuir o nível de seca ou para acaba-la seria necessário que chovesse no Norte e Centro do país entre 200-250 milímetros e no Sul mais de 150 milímetros.
A seca que agora se está a viver tem um nível “ligeiramente inferior” aquela que se verificou em Janeiro de 2005 (ano em que ocorreu a pior seca das últimas duas décadas). Esta seca está a acontecer pois, todos os meses desde o último outubro têm sido “muito secos” e que apenas choveu 45% da média de precipitação para o mesmo período entre 1971 e 2000 e entre 1 e 25 de Janeiro choveu apenas um quarto dessa média.
Ora bem, eu escolhi este tema por ser de extrema importância e bastante atual, mas também por evidenciar como é que já as alterações climáticas estão a afetar o nosso país, as nossas vidas e ecossistemas.
Assim, é muito importante que se tomem medidas para tentar combater as alterações climáticas. No entanto, por agora a única coisa que podemos começar a fazer é racionar de forma responsável os nossos recursos hídricos para que estes durem mais tempo e esperar que chova o mais rapidamente possível. Neste caso, também existe uma boa relação entre o ambiente e a sociedade, em um influência o outro e vice-versa.
Espero que tenham gostado e ficado mais alerta para este tema. Até para a semana!!
28/01/2022 – Quais os impactos do 5G na Aviação
Boa tarde! Como foi a vossa semana? Como já devem ter percebido, eu gosto muito de temas relacionados com a aviação…Sendo assim, decidi falar-vos do problema que as antenas de 5G, recentemente instaladas nos Estados Unidos, tem provocado na aviação. O artigo pode ser lido AQUI.
Nos Estados Unidos, tem havido graves problemas devido à instalação de antenas de 5G perto dos aeroportos na medida em que as frequências emitidas por estas antenas podem fazer interferência com os instrumentos de navegação dos aviões, nomeadamente com os altímetros. Devido a estas interferências, várias companhias aéreas viram-se obrigadas a cancelar voos ou mudar de aeronaves em certas rotas para os Estados Unidos. O lançamento do 5G nos Estados Unidos estava previsto para dia 19 de janeiro. Porém, este problema não afeta a Europa.
Porque é que o 5G não afeta a aviação na Europa?? A resposta é simples, o espectro de banda 5G usada nos Estados Unidos é diferente da usada na Europa. Deste modo, o espetro de frequências (5G) usada nos Estados Unidos é a mesma que é utilizada pelos rádios altímetros de certos aviões, como os do Boeing 777, 747-8, 747-8F. Os altímetros são usados para medir a altitude e também ajudam a navegar em situações de fraca visibilidade, ou seja, se houver interferências com este aparelhos as leituras de altitude podem ser erradas. Em certas aeronaves, os altímetros usam frequências entre os 4200-4400 MHz e nos Estados Unidos, as frequências do 5G vão até aos 3980 MHz. Há assim uma margem de separação de 220 MHz. Na Europa, as antenas de 5G operam com frequências máximas de 3800 MHz neste caso há uma margem de quase o dobro 400 MHz.
Para resolver este problema estão a ser criadas zonas (de contenção) sem antenas 5G em torno dos aeroportos americanos, bem como a instalação de novos altímetros nos aviões afetados. Porém, existem certos modelos que podem operar sem problemas como o Boeing 737, 757, 767 e Airbus A310, A319, A320, A321, A330.
É também importante referir que na França, em comparação com os Estados Unidos, as zonas de exclusão têm um perímetro de 96 segundos de voo e nos Estados Unidos tem apenas 20 segundos. “A potência do 5G em França é de 631 Watts, é nos Estados Unidos é 2,5 vezes superior, ou seja, 1.585 Watts.” Outro pormenor importante, é que nos Estados Unidos as antenas estão instaladas numa forma vertical, enquanto que na Europa têm de ter uma ligeira inclinação para o solo (leva á diminuição de interferências).
Ora bem, decidi fazer a minha reflexão semanal sobre este tema pois, como já referi tenho um grande interesse pela área da aviação. Este artigo, também evidencia uma grande relação da tecnologia com a sociedade, ou seja, certos avanços tecnológicos, se não forem efetuados de forma correta podem afetar o dia a dia das pessoas, neste caso com o cancelamento de voos e grandes perdas monetárias por parte das companhias aéreas.
Na minha opinião, os Estados Unidos deveriam ter feito mais estudos para prever o impacto do 5G. Deste modo, deviam ter-se baseado nos modelos europeus, pois estes não apresentaram problemas aquando da adoção do 5G.
Por fim deixo-vos a seguinte questão: quem é que deve suportar este encargo extra, as companhias aéreas (que tem de equipar os aviões com novos altímetros) ou as companhias de comunicações?
Até para a semana, espero que tenham gostado!!😊
21/01/2022 - Mortes causadas pela poluição atmosférica
Boa tarde! Como estão? Para tema da reflexão desta semana trago-vos o seguinte ARTIGO que tem como título: “Partículas nocivas provocaram mais de 1.8 milhões de mortes nas cidades em 2019”.
Segundo um estudo divulgado pela revista científica britânica “The Lancet Planetary Health”, estima-se que em todo o mundo cerca de 2.5 mil milhões de pessoas se encontram expostas a partículas finas nocivas. Estas partículas tem um diâmetro inferior a 2.5 micrómetros (2.5 PM).
Com a inalação destas partículas finas nocivas, aumenta-se substancialmente o risco de morte prematura causada muitas das vezes por doenças cardiovasculares e respiratórias, como por exemplo, o cancro do pulmão.
O estudo examinou a concentração de partículas finas (2.5 PM) em 13.000 cidades bem como as suas taxas de mortalidade, entre os anos 2000 e de 2019 e descobriu que o número de partículas finas (em algumas das cidades), era sete vezes maior do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Também é referido que em cada 100.000 mortes, ocorridas em centros urbanos, cerca de 61 destas foram causadas por esta poluição.
Veronica Southerland, professora da Universidade George Washington (E.U.A), profere o seguinte: “A maior parte da população urbana mundial vive em áreas com níveis prejudiciais de PM2.5. Evitar o “fardo” para a saúde causado pela poluição do ar vai exigir estratégias que não apenas reduzam as emissões, mas também melhorem a saúde geral para diminuir a vulnerabilidade”.
Também foi publicado outro estudo na revista científica The Lancet que aponta para quase dois milhões de casos de asma infantil são causados pelo dióxido de nitrogénio (NO2) e dois em cada três indivíduos afetados por esta patologia reside em centros urbanos. O dióxido de nitrogénio é emitido por veículos, centrais termoelétricas, fábricas e pela agricultura. Este poluente foi o responsável por 1.85 milhões de novos casos de asma pediátrica em 2019, e 8.5% dos diagnosticados à escala global.
O que me levou a escolher este artigo, foram os números alarmantes de mortes causadas e de doenças (asma) que apareceram em apenas um ano devido á poluição do ar e, por isso, achei importante partilhar esta notícia com vocês. No ano de 2019 morreram 1.8 milhões de pessoas e surgiram 1.85 milhões de novos casos de asma pediátrica, ambos causadas por partículas nocivas finas, que derivam diretamente da poluição atmosférica. Na minha opinião, têm de ser tomadas medidas com a maior brevidade possível para que possam ser evitadas mais mortes, ou pelo menos, reduzir esse número. A meu ver, essas medidas podem passar, por exemplo, por utilizar energias renováveis e mais sustentáveis (como a energia solar e eólica) ou investimento na indústria automóvel (de forma a torná-la mais sustentável), só assim se poderá “reverter” esta situação.
Espero que tenham gostado e ficado mais alerta para este tema! Até para a semana!
21/01/2022 – Qual a importância do e-Portefólio de Aprendizagens para mim?
Nesta reflexão vou tentar explicar-vos o que aprendi e que competências adquiri com a criação deste e-Portefólio de Aprendizagens, na aplicação Blogger.
Ora bem, a criação deste e-Portefólio de Aprendizagens fez com que adquirisse e aprendesse a trabalhar com uma nova “ferramenta digital”, o Blogger. A meu ver, saber trabalhar com mais uma “ferramenta digital” poderá revelar-se muito útil, por exemplo, no meu futuro académico. Porém, aquando da publicação das primeiras reflexões tive alguma dificuldade em formatar o texto corretamente, mas com algum trabalho de exploração das ferramenta do Blogger, consegui ultrapassar essa dificuldade.
Acho também importante referir que a criação deste e-Portefólio ajudou-me, de certa forma, a desenvolver um maior espírito crítico sobre os mais diversos temas e assuntos. Na medida em que, cada publicação tinha de ser acompanhada por um comentário justificativo pessoal, ou seja, tinha de explicar o que me levou a escolher aquele tema.
Por fim, sinto que fiquei mais atento ao que acontece no Mundo, isto porque para fazer as minhas reflexões, tentava sempre utilizar artigos atuais e que eu achasse particularmente interessentes. Também tivemos de apresentar o nosso e-Portefólio à turma oralmente, o que a mim até me correu bem….
Até á próxima!
14/01/2022- Máscaras que brilham em contacto com a Covid-19
Boa noite! Como correram as férias do Natal? Já agora…votos de Bom Ano para todos! Esperemos que o ano de 2022 nos deixe boas recordações… Assim, com o recomeçar das aulas, irei também retomar as minhas reflexões semanais.
Hoje irei falar-vos de uma NOTÍCIA, da Sic Notícias que aborda o tema de umas máscaras que brilham quando entram em contato com o vírus da Covid-19. Estas máscaras foram inventadas por um grupo de cientistas japoneses e têm a capacidade de conseguir detetar se alguém está ou não infetado com Covid. Assim, se a pessoa estiver infetada ou se estiver em contacto com o vírus, a sua máscara brilhará, sob a luz ultravioleta. Porém, esta invenção apenas foi possível graças à extração de anticorpos de ovos de avestruz. O líder da investigação deste projeto, Yasuhiro Tsukamoto, refere o seguinte: “A vantagem destas máscaras é que as pessoas assintomáticas podem detetar facilmente o coronavírus”.
No entanto, para se poder criar estas máscaras foi necessário muito trabalho e investigação. Os cientistas japoneses começaram por injetar uma forma do vírus “não-ameaçadora” em avestruzes-fêmeas, sendo que assim foi possível remover os anticorpos dos seus ovos. Em seguida, os cientistas criaram uma máscara que tinha um filtro que continha os anticorpos desses mesmas avestruzes.
Após esta máscaras serem utilizadas, por um período aproximado de oito horas/dia, o seu filtro (que continha os anticorpos das avestruzes) é pulverizado com um corante (que contém anticorpos do novo coronavírus). Assim, caso seja detetada a presença do vírus, o filtro da máscara irá brilhar quando exposto à luz ultravioleta.
O trabalho destes cientistas não fica por aqui pois, um dos seus objetivos é conseguir que as máscaras brilhem sob qualquer tipo de luz (sem ser apenas a luz ultravioleta). Atualmente, os criadores desta nova máscara estão à espera que estas sejam aprovadas pelo Governo Japonês para poderem ser introduzidas no mercado. Por fim Tsukamoto refere: “Podemos produzir anticorpos em massa de avestruzes a um custo baixo. No futuro, quero fazer disso um kit de teste fácil para que qualquer pessoa possa usar”.
Escolhi fazer a minha reflexão semanal sobre este tema pois achei-o muito interessante e vanguardista na medida em que esta é uma invenção que nos pode ajudar a superar este tempo de pandemia que (infelizmente) continuamos a viver. Acho que este artigo completa o meu e-Portefólio pois é a primeira vez que abordo um tema da Covid-19, um tema bastante atual.
Por fim, espero que estas máscaras sejam aprovadas para uso pelo público em geral. Assim, haverá mais uma “ferramenta” para nos ajudar a combater esta pandemia, pois assim será mais fácil perceber-se quem é que está infetado com o vírus. Aproveito também para deixar a seguinte questão: Vocês utilizariam esta máscara se já estivesse à venda?
Espero que tenham gostado e até para a semana! 😉
17/12/2021- Casaco Vivo que produz Oxigénio
Boa tarde! A semana correu bem? Esta será a última reflexão antes da interrupção letiva do Natal. Esta semana irei falar-vos de umaNOTÍCIAdo Jornal Publico com o seguinte título “Portugueses ajudam a criar casaco vivo que produz oxigénio através de fotossíntese”.
Este casaco é chamado de CO2AT e é uma espécie de “casaco vivo” pois tem microalgas na sua constituição. Estas microalgas são responsáveis por absorver dióxido de carbono transformando-o em seguida em oxigénio. A ideia da criação desta peça de vestuário é portuguesa, sendo que Portugal se aliou a uma empresa paquistanesa e a um laboratório inglês na concretização deste projeto.
O “casaco vivo” foi criado em parceria com o laboratório inglês Post Carbon Lab. Segundo o laboratório esta peça de vestuário é “um organismo vivo” que tem “algas microscópicas que fazem a absorção do dióxido de carbono e transformam em oxigénio”. No projeto da criação deste “casaco vivo” também participa a empresa Azgard9 que é um fabricante paquistânes de ganga, responsável por fornecer várias empresas de moda.
A produção de parte do casaco é realizada em Portugal, numa fábrica no norte do país. Toda a peça é feita em algodão puro. Seguidamente, o casaco é enviado para o Reino Unido, onde o capuz do casaco é tratado com pigmentação microbiana que será responsável por fazer o processo de fotossíntese. O tecido que é utilizado no casaco para além de ser sustentável é antibacteriano, anti odor, antivírico, respirável, resistente à água e repelente.
É importante referir que este casaco não é como os outros. Sendo assim, para se manter este “casaco vivo” em boas condições há que ter alguns cuidados, pois o casaco contém organismos vivos na sua constituição.
O diretor do projeto também refere “ao receber um casaco destes em sua casa, o oxigénio que já foi produzido na sua confeção e o tempo em que esteve vivo, já anulou toda a pegada ecológica até chegar à sua porta. Ao fim do ano, produziu o mesmo oxigénio que um carvalho de um ano de idade”.
O seu sucesso tendo em conta a parte criativa já foi premiada a nível nacional e internacional. Agora segue-se a sua comercialização e a tentativa de implementação desta tecnologia em grande escala. Deste modo, a empresa paquistanesa já entrou em contacto com a sua rede de clientes que inclui a LVMH e a Zara, sendo que também já captou a atenção de empresas como a Asos ou a Lacoste.
Escolhi esta notícia pois achei que a criação deste “casaco vivo” foi uma ideia muito inovadora e arrojada. Assim, também é possível demostrar que Portugal é capaz de estar no topo da vanguarda e inovação. Na minha opinião se esta tecnologia for implementada em grande escala (em várias marcas de roupa) isto poderá ajudar a combater de certa forma as alterações climáticas. No entanto, não sei até que ponto é que as pessoas estariam dispostas a ter um casaco com “organismos vivos”, pois assim teriam de ter mais cuidados com estes. A implementação desta tecnologia poderia também contribuir para um menor consumo mundial de vestuário, visto que a indústria têxtil é uma das mais poluentes do mundo.
Espero que tenham gostado! Para finalizar coloco-vos uma questão: Vocês comprariam um casaco deste com “organismos vivos” ou não?
Até à próxima! Desejo um Feliz Natal 🎄 e um Próspero Ano Novo 🎉
10/09/2021- Novas notas de Euro
Boa tarde! Como correu a vossa semana? Foi divertida? Ou cansativa? Para reflexão desta semana decidi falar-vos de um artigo do Jornal Expresso. O ARTIGO fala-nos “das novas notas de euro que chegam em 2024 e quem escolhe os desenhos são os europeus. Elvira Fortunato representa Portugal.”.
Passando agora ao resumo do artigo. O Banco Central Europeu (BCE) anunciou que iria iniciar um processo para a escolha de “novos desenhos” para as notas de euro. Estas novas notas entrarão em circulação dentro de três anos. Assim, estes “novos desenhos” irão substituir as janelas, pontes e pórticos que atualmente decoram as notas do euro.
O processo de criação das novas notas irá envolver conselheiros dos vários países que utilizam o euro. Elvira Fortunato, vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa, representará Portugal neste processo. Elvira Fortunato ganhou o Prémio Pessoa em 2020, pois foi uma cientista pioneira na eletrónica de papel. Por fim, também os próprios cidadãos europeus irão ser chamados a “ajudar” na criação destas novas notas. A decisão final relativamente aos novos desenhos está marcada para o ano de 2024.
“Depois de 20 anos, é altura de rever a imagem das nossas notas de forma a fazer com que os europeus de todas as idades e proveniências se identifiquem mais com elas", referiu a presidente do BCE, Christine Lagarde. Fabio Panetta membro do conselho executivo do BCE e líder do projeto do euro digital referiu: “queremos desenvolver notas que os europeus tenham orgulho de usar como seu próprio dinheiro".
Segundo o BCE o processo da criação das novas notas começa com a recolha de opiniões dos vários cidadãos dos países da zona euro. Assim, será possível a criação de uma “lista” de possíveis temas para notas. Seguidamente, entrará em cena o grupo consultivo que é composto por um especialista de cada país da zona euro das mais variadas áreas, desde a ciência às artes. A representar o nosso país estará Elvira Fortunato.
A lista final de temas será então "devolvida" aos cidadãos europeus. Assim estes poderão dar os seus contributos em relação aos temas nelas incluídos. Por fim, haverá um concurso de desenhos para as novas notas, aí o BCE voltará a consultar o público. No entanto, a decisão final cabe ao Conselho de Governadores. Quando o processo estiver concluído, o BCE irá começar a produzir as novas notas.
Escolhi este artigo pois todos nós tal como milhões de pessoas por toda a Europa no seu dia-a-dia utilizam as notas do euro para os mais diversas transações e muitas vezes nunca olhamos para estas com o devido cuidado e respeito. No entanto, o que realmente me levou a escolher este artigo foi o facto de todos nós (cidadãos europeus) poderemos dar o nosso contributo de como devem de ser as novas notas de euro. Este facto é deveras interessante, pois assim em vez das notas terem pontes, janelas e pórticos, estas poderão ter um objeto caracterizador de cada país, ou um desenho que consiga englobar toda a diversidade da Europa. Assim sendo, será possível que as notas de euro tenham ainda mais significado para cada país e para cada pessoa, e que não seja apenas um “simples pedaço de papel que nos dá a capacidade de comprar coisas”.
Espero que tenham gostado da minha reflexão desta semana. Agora já sabem que também poderão “ajudar” a escolher as novas notas do euro, por isso contribuam com a vossa opinião. Até para a semana!
04/12/2021- Midas a gata com quatro orelhas
Boa tarde! Como correu a vossa semana? Nesta reflexão vou falar-vos da Midas que é uma gata que nasceu com quatro orelhas, sendo que também é um fenómeno da internet.
Resumindo agora a NOTÍCIA que encontrei. A Midas proveio de uma ninhada de mais cinco gatos e nasceu num quintal da cidade de Ancara. Atualmente Midas é muito famosa na internet, pois é seguida por mais de 98 mil pessoas nas suas redes sociais.
Midas nasceu com dois pares de orelhas (4 orelhas) e um maxilar “imperfeito” devido a mutações no seu código genético. Segundo o veterinário Resat Nuri Aslan estas “deformações” não afetam a sua saúde nem audição e o que distingue Midas dos outros gatos é que todas as suas orelhas estão ligadas ao canal auditivo. Estas deformações não impediram a gata turca de quatro meses de se “tornar uma sensação da Internet”.
Após algum tempo, Midas foi adotada por Canis Dosemeci e sua família que também tem dois golden retrievers, Zeyno e Suzy (que fazem companhia à gata em casa). A família referiu que foi amor à primeira vista e preocupados que a sua condição única a impedisse de encontrar um lar, quiseram ficar com ela.
O seu nome foi inspirado no mítico rei da Frígia. Segundo a lenda este rei tinha umas orelhas de burro, sendo que tudo o que este individuo tocava se transformava em ouro.
Por fim, Dosemeci espera que a popularidade de Midas consiga persuadir as pessoas a adoptar animais de estimação. “As pessoas estão tão surpreendidas que não conseguem acreditar. Todos querem vir vê-la, ou querem fotografias. Algumas também a acham assustadora, mas geralmente acham-na simpática.” disse Dosemeci.
A meu ver o artigo é interessante segundo três perspetivas: ao nível da biologia, da aparência “pouco usual desta gata”, mas também devido ao “fator humano de preocupação” que certas pessoas têm para com os animais.
Do meu ponto de vista, este artigo completa os conteúdos abordados na disciplina de Biologia, ou seja, como é que as alterações no código genético (mutações genéticas) podem afetar os indivíduos, na sua aparência e não só. Quando falo da aparência “pouco usual desta gata” é que o animal é fofinho e único no mundo tendo em conta este fator. Por fim, quando faço referência ao “fator humano de preocupação” que as pessoas têm com os animais quero elogiar as pessoas que adotam e resgatam animais, em vez de ir a uma loja e comprar um animal como se “fosse um objeto”. Defendo esta ideia pois todos os animais devem de ser bem tratados e estimados independentemente da sua aparência.
Espero que tenham gostado, até para a semana! 😉
27/11/20211- Embalagens Sustentáveis
Boa tarde! Como correu a vossa semana? Hoje vou falar-vos de um ARTIGO interessante que encontrei no site da National Geographic. O artigo fala-nos de 3 tipos de embalagens sustentáveis amigas do ambiente. O artigo aborda as “3 Embalagens do Futuro”. Inclusivamente foram premiadas com o Prémio de Inovação da Nova Economia dos Plásticos. Este prémio tem como objetivo distinguir as ideias inovadoras que tenham como “base” os conceitos de reutilizar, reciclar e de biodegradável.
1. Café para levar - embalagem sustentável
O TrioCup, um copo descartável feito em papel (produzido com 100% de materiais compostáveis). O seu design foi inspirado no origami e assim é possível prescindir de uma tampa de plástico (muitas vezes estas não são recicláveis).
O design simples da tampa também de papel integra-se facilmente nos métodos de produção dos atuais copos de café. Porém, o custo do papel adicional utilizado é compensado pela não produção de uma tampa de plástica isolada.
2. Saquetas de uso único sem desperdício
A equipa londrina que desenvolve a Delta inspirou-se na forma como a natureza “encapsula” certos líquidos em membranas, desde das gemas dos ovo à fruta. A empresa criou uma máquina que produz cápsulas que são comestíveis e biodegradáveis.Estas cápsulas são enchidas com ketchup para os restaurantes ou com cosméticos para os hotéis. No entanto, as máquinas terão de ser usadas nas instalações das empresas, isto porque as embalagens comestíveis e biodegradáveis destinadas a conter líquidos costumam ter vida útil curta.
3. Desenhado para ser comido ou eliminado por compostagem
Uma start-up da Indonésia chamada Evoware criou embalagens e invólucros alimentares com um material comestível tendo por base algas marinhas. Assim sendo, será possível comer a embalagem onde vem o nosso hambúrguer ou deitar água quente sobre a embalagem dos nossos noodles sem ter de a abrir.
A Evoware utiliza algas sem aditivos químicos, isto permite evitar a compra de terrenos e a desflorestação uma vez que as algas podem ser cultivadas na orla costeira. Por fim, a start-up também desenvolveu uma versão que é capaz de conter doses únicas de líquidos (como produtos médicos ou shampoos). As embalagens para este fim podem ser destruídas através da compostagem pois são produzidas a partir da resina de figueiras.
Escolhi este artigo atendendo a que sou uma pessoa muito preocupada com o ambiente e em especial com o problema dos plásticos e micro-plásticos, pois são os responsáveis pela degradação dos ecossistemas especialmente os marinhos. Assim, acredito que estas “ideias inovadoras” e outras que irão surgir poderão ajudar a ultrapassar este problema ambiental que terá de ser resolvido com alguma celeridade. No entanto, para que isto possa acontecer devia investir-se mais neste tipo de pesquisas.
18/11/2021- Quando e como tomar antibióticos
Boa tarde! Como foi a vossa semana? Para reflexão desta semana decidi falar-vos do tema “Quando e como tomar antibióticos?”. Esta NOTÍCIA é da SIC Noticias e encontrei-a nas “sugestões de notícias” do meu computador. No dia 18 de novembro comemora-se também o dia europeu do antibiótico. O artigo faz referência a como os antibióticos são inacreditáveis. No entanto, estes podem-se tornar um problema para a saúde pública. Isto acontece, pois quem os toma, muitas vezes fá-lo de forma incorreta: ora deixa de os tomar ou automedica-se. Mas afinal, quais é que são os riscos de uma utilização desacuada dos antibióticos ?
Segundo Margarida Santos, médica interna de Medicina Geral Familiar refere que: “A resistência a antibióticos mata 25 mil pessoas por ano na União Europeia e 700 mil em todo o mundo. É um grande problema de saúde publica”.
Existem pessoas que acham que que os antibióticos ajudam no tratamento da tosse, das dores, da gripe. Sendo que também há pessoas que chegam a uma consulta de urgência "com a ideia de pedir antibióticos”.
Na entrevista que deu à SIC Notícias explica: "Os antibióticos são uma arma terapêutica inacreditável, mas devem ser usados apenas para tratar infeções bacterianas. O objetivo dos antibióticos é tratar infeções causadas por bactérias e não por vírus ou fungos.
A maioria das infeções que leva as pessoas às urgências são infeções virais, como a gripe. O antibiótico faz muito sentido, mas quando suspeitamos de uma infeção bacteriana, que requer diagnóstico de um médico".
Também é feita referência ás pessoas que deixam de tomar os antibióticos, a meio do tratamento. Isto não não pode acontecer, pois: "Quando não se cumpre o recomendado, pode acontecer que, em vez de conseguirmos matar as bactérias, como é suposto, com a duração e horas adequadas, estamos a enfraquecê-las. Mas continuam lá. Faz com que se tornem mais resistentes".
Fala-se assim de resistência aos antibióticos, quando o medicamento (antibiótico) perde a capacidade de matar as bactérias. Sendo atualmente, um grande problema de saúde pública.
Assim sendo, a sua má utilização é o que mais contribui para o aparecimento de bactérias resistentes. Margarida Graça Santos dá o seguinte exemplo para apoiar a sua argumentação: "A pessoa tomou um antibiótico, mas em vez de tomar oito dias, tomou apenas dois. Isso faz com que a bactéria ficasse um bocadinho abananada, mas continua lá. Além de continuar lá, pensa 'eu vou criar mecanismos para me adaptar e ser resistente a este antibiótico'. Da próxima vez que dermos aquele antibiótico a essa pessoa, a bactéria diz 'eu já te vi uma vez (o antibiótico), e já sei lidar contigo a mim não me fazes diferença". Também é referido que atualmente já temos bactérias que são resistentes a quase todos os antibióticos que temos no mundo.
Por fim, a médica é questionada sobre casos de automedicação e refere que acontecem muitos destes (em Portugal, a automedicação da população adulta está entre os 21,5% e os 31,6%). A automedicação pode originar bactérias resistentes e, infeções mais graves, sendo estas mais difíceis de tratar.
Escolhi esta notícia pois é um tema bastante atual e porque hoje se celebra o dia europeu do antibiótico. Este é problema que pode influenciar as nossas vidas, pois são cada vez mais são os casos de bactérias resistentes a antibióticos.
A meu ver todos nós temos de adotar “comportamentos responsáveis” como a não automedicação e quando temos de tomar antibióticos respeitar criteriosamente a receita médica e as instruções do médico. Assim é possível ajudar a prevenir a existência de bactérias resistentes a antibióticos. Se nada for feito, este pode ser um grande problema de saúde publica.
Espero que tenham gostado e ficado mais alerta para o tema. Até para a semana 😉
18/11/2021
Boa tarde! Esta reflexão vai ser um pouco diferente do habitual…pois em vez de analisar um artigo, notícia ou vídeo. Vou responder á seguinte questão colocada pelo professor: “Explica a importância das informações sobre a evolução do teu desempenho, partilhadas pelo professor, para as próximas etapas das tuas aprendizagens a Biologia?”
Assim, após a análise do documento digital individual, disponibilizado pelo professor. A meu ver, de um modo geral, consegui obter resultados positivos, na disciplina de Biologia. Isto tendo em conta, as notas/resultados obtidos nas tarefas de aprendizagem sumativas: Poster 01 e na Reflexão Critica 01.
As informações disponibilizadas no documento são importantes pois, permitiram-me perceber “a minha situação” na disciplina de Biologia, mais concretamente o que devo de melhorar e manter. Sendo que, também me permitiram realizar uma reflexão do meu trabalho realizado desde o início do semestre até ao presente.
Em relação ás próximas etapas de aprendizagens em Biologia. Acho que devo de melhorar um pouco a minha prestação (para poder obter resultados ainda melhores, especialmente no domínio da oralidade, falando com mais calma, por exemplo). Por outro lado, também acho que devo de continuar a trabalhar assim. Digo isto pois, eu e o meu grupo de trabalho, conseguimos obter bons resultados, nos outros domínios.
12/11/2021- Fello´fly da Airbus
Boa noite! Como correu a vossa semana? Hoje decidi falar-vos do voo experimental fello'fly que a Airbus realizou nesta semana. O artigo pode ser lido AQUIsite oficial da Airbus.
Na terça-feira passada (9 de novembro de 2021), a Airbus realizou o seu primeiro fello'fly. Pode dizer-se que o fello'fly é uma nova “forma de pilotagem”. Este projeto foi desenvolvido pela Airbus UpNext, sendo que o projeto foi apresentado em 2019. No entanto, apenas se concretizou neste ano. O fello'fly inspira-se no padrão de voo de certas aves migratórias, como os gansos. Quando estas aves migram, voam juntas numa formação distinta em “forma de V” pois permite que haja uma utilização mais eficaz da energia. Isto acontece porque as aves que vão atrás do pássaro líder “surfam o ar do pássaro líder” gastando assim menos energia.
Durante o fello'fly tentou-se
“copiar e aplicar" este ideal na aviação. A ideia do fello'fly é que se os aviões também voarem numa formação, isto permitirá poupar combustível e
emitir menos dióxido de carbono por voo. Isto é possível pois durante as
operações das aeronaves comerciais, o upwash do ar permite que que a
aeronave seguidora beneficie da “elevação livre”, resultando assim num menor empuxo
do motor. Como resultado, menor será o consumo de combustível e também menor a
emissão de gases com efeito de estufa.
Neste fello'fly, dois Airbus A350 voaram em formação, num voo de longo curso, desde Toulouse até Montreal e as aeronaves voaram separadas por 3 quilómetros. A aeronave líder era uma Airbus A350-900 e a aeronave seguidora era um A350-1000.
Após a realização deste fello'fly concluiu-se que foram emitidas menos 6 toneladas de CO2, em comparação com um voo que se tivesse realizado em condições normais. Assim, foi possível confirmar o potencial para uma economia de combustível de mais de 5% em voos de longo curso e menor emissão de gases poluentes.
Escolhi este tema para reflexão, pois eu adoro assuntos relacionados com a aviação. Mas também, porque esta nova forma de pilotagem a meu ver contribui para tornar a aviação mais sustentável a médio prazo. Com este voo experimental conseguiu-se provar que é possível uma maior economia de combustível e menor emissão de gases poluentes, o que é fulcral se queremos travar o aquecimento global. No entanto, para que para isto aconteça tem de haver uma grande coordenação entre companhias aéreas e controladores aéreos… o que vai ser difícil.
Na minha opinião o fello'fly devia-se implementar nos voos pois assim podemos ajudar a “salvar o planeta”.
Espero que tenham gostado! Até para a semana 😉
05/11/2021- Suporte Básico de Vida, qual a sua importância?
Boa tarde! Como correu a vossa semana? Nesta reflexão vou falar-vos de um assunto que com certeza já ouviram falar: o Suporte Básico de Vida e a sua importância.
O ARTIGO que encontrei fala da importância de saber realizar o Suporte Básico de Vida. Se soubermos realizar este procedimento que é de extrema importância, estaremos aptos a ajudar as pessoas que sofrem uma paragem cardiorrespiratória. Trata-se de um fenómeno súbito e imprevisível.
A paragem cardiorrespiratória é uma das principais causas de morte em todo o mundo, pelo que Portugal não é exceção. Segundo dados do “Movimento Salvar Vidas”, todos os anos morrem, em Portugal, mais de 10 mil pessoas vítimas de paragens cardiorrespiratórias fora do ambiente hospitalar. Infelizmente, são poucas as pessoas que sabem agir quando estão perante um episódio desta natureza.
No dia 1 de novembro de 2021 umaNOTÍCIA publicada no Jornal de Notícias relatou que Isabel Freitas (médica do INEM) estava por acaso a passear no centro comercial Via Catarina, Porto. "Apercebi-me que havia um aglomerado de pessoas, mas nem valorizei porque estava cheio de gente. O meu pai ligou-me a dizer que uma pessoa tinha colapsado e voltei para trás", recorda, Isabel. Quando chegou ao local onde o homem tinha caído, começou logo as manobras de reanimação e pediu aos seguranças do centro comercial para chamarem o INEM e irem buscar o Desfibrilhador Automático Externo. "Ninguém verificou se o homem tinha pulso. Estavam à volta dele e diziam que estava roxo e não estava a respirar. As pessoas têm tendência para ficar a olhar, há uma inércia que não é por mal, é por falta de conhecimento", explica.
Do meu ponto de vista, é muito importante que todos os cidadãos saibam realizar este procedimento, pois com a realização desta técnica “aumenta-se substancialmente a probabilidade de sobrevivência da vítima quando iniciado nos primeiros minutos após a paragem cardíaca”.
Na minha opinião, acho que se devia fazer regularmente campanhas de sensibilização sobre este tema. Por exemplo, os alunos deviam aprender nas escolas o Suporte Básico de Vida e devia haver o mesmo cuidado nos locais de trabalho. Assim, se todos adotarmos este “comportamento cívico” e aprender o S.B.V. podemos realmente salvar uma vida que tanto pode ser a de um desconhecido, familiar ou amigo.
Por fim, deixo aqui um pequeno vídeo do INEM que nos mostra como realizar o Suporte Básico de Vida. Espero que tenham gostado e aprendido como é que este procedimento pode realmente ajudar a salvar vidas. Vocês podem realmente fazer a diferença!
Até para a semana😊
29/10/2021- Como as alterações climáticas influenciam as doenças infeciosas
Boa tarde! Já tinham saudades minhas? Esta semana encontrei uma NOTÍCIA no Jornal Público que aborda os efeitos das alterações climáticas e como é que essas alterações climáticas estão a criar “condições propicias” ao aparecimento de doenças infeciosas.
Fazendo agora para um pequeno resumo do artigo. As alterações climáticas não só provocam secas, inundações, incêndios incontroláveis como também estão a contribuir para a proliferação de doenças infeciosas. “As mudanças climáticas estão a criar as condições ideais para a transmissão de doenças infeciosas, potencialmente desfazendo décadas de progresso para controlar doenças como a dengue, zika, malária e cólera”, adiantou o relatório de 2021, da revista científica The Lancet.
No entanto, apenas 0,3% das verbas mundiais para combater as mudanças climáticas são destinadas à adaptação dos sistemas de saúde para combater estas doenças. Concluiu-se também que os sistemas de saúde de vários países não estão devidamente preparados para os “choques” atuais e futuros induzidos pelo clima. Apenas 45 países num conjunto de 91, cerca de 49%, avaliaram as respetivas vulnerabilidades tendo em conta as alterações climáticas.
Devido às alterações climáticas, está a ocorrer uma adequação das condições para infeções por malária noutros países. Sendo que muitas destas infeções estão a ocorrer em regiões consideradas mais frias. Também é referido que as zonas costeiras do Norte da Europa e dos EUA estão a tornar-se “mais propícias” ao desenvolvimento de bactérias que causam gastroenterite e infeções graves.
Por fim, no artigo também é referido o seguinte: “Este é o nosso sexto relatório que acompanha o progresso em saúde e das alterações climáticas e, infelizmente, ainda não estamos a ver a mudança acelerada de que precisamos (…) atrasamos resposta às mudanças climáticas” adianta Maria Romanello uma das autoras do estudo.
Escolhi esta notícia pois é um tema bastante atual e ao mesmo tempo preocupante. Muitos de nós quando falamos nas alterações climáticas pensamos exclusivamente no problema do degelo, aumento das temperaturas, subida do nível dos oceanos, etc. não é verdade?! Nunca pensamos que as alterações climáticas também podem causar a propagação das doenças infeciosas, nomeadamente do zika.
Do meu ponto de vista, os líderes mundiais deviam de ser mais proativos e preocuparem-se com as alterações climáticas nomeadamente apresentando propostas e soluções para as tentar travar. A verdade é que as alterações climáticas não provocam apenas o degelo, aumento das temperaturas…mas também são responsáveis pelo aumento da propagação das doenças infeciosas. Assim, se nada for feito como é referido no artigo podem ser desfeitas décadas de progresso em relação ao controlo de certas doenças como o zika.
Espero que tenham gostado e aprendido um pouco mais sobre os impactos das alterações climáticas na propagação das doenças. Espero que continuem a gostar das minhas reflexões. Fiquem bem e até breve!
22/10/2021- Aviação com biocombustíveis, será o futuro?
Olá! Aqui está uma NOTÍCIA e um pequeno vídeo que nos fala do 1º voo intercontinental com óleo de
fritar no combustível. O voo ocorreu no dia 18 de maio de 2021, operado pela Air
France, no Airbus A350. O avião partiu de Paris com destino a Montreal. Este voo utilizou um combustível com uma mistura a 16% de óleo para
fritar reciclado.
A mistura de combustível e óleo de fritar é designado por biocombustível e foi produzido pela refinaria (Total). Segundo as quatro empresas parceiras na experiência (Air France, Total, Airbus e Aeroportos de Paris) afirmam que “Este biocombustível pode evitar neste voo a emissão de 20 toneladas de dióxido de carbono”.
O voo teve como objetivo tentar descarbonizar o transporte aéreo
e desenvolver a produção de combustíveis sustentáveis. A utilização deste biocombustível representou um custo adicional de 4
euros por passageiro.
Mas nada
mudou no funcionamento do avião e dos seus motores, pois estes conseguem
utilizar este combustível sem problemas. Tanto os passageiros como a tripulação não sentiram nenhuma diferença no voo propriamente dito.
Ora bem…
escolhi este tema pois gosto muito de viajar, especialmente de avião. Com este trabalho, fiquei mais alerta pois as viagens de avião emitem grandes quantidades de CO2 para a atmosfera. E todos sabemos que esse gás é responsável pelo aquecimento global. Assim, se nada for feito, as alterações
climáticas irão continuar, tendo efeitos catastróficos no meio ambiente.
Do meu ponto de
vista, a utilização dos
biocombustíveis devia de ser obrigatória e alargada a todos os voos. Mesmo que
estes biocombustíveis não sejam “milagrosos” (no sentido de resolverem todos os
problemas relacionados com a emissão de gases com efeito de estufa) pelo menos podem
ajudar a minimizar o impacte ambiental das viagens aéreas. Assim sendo, acho importantíssimo haver mais investimento nesta área para se oferecer biocombustíveis com
preços competitivos para as companhias. Assim, com o desenvolvimento destes novos combustíveis a
emissão de CO2 por voo será menor em comparação com um voo que
utilize o “combustível tradicional”.
Além disso, acho que não nos importaríamos de pagar mais “meia dúzia de tostões”
sabendo que estamos a voar duma forma mais sustentável e com menor impacto no
ambiente, não é verdade!? Por mim, não me importava e vocês?!!!
Espero que tenham gostado deste artigo e ficado mais alerta para este tema. Muito obrigado pela vossa atenção. Boa semana.
15/10/2021- ADN na Identificação de Vítimas
Na minha segunda reflexão crítica, escolhi como tema a importância do ADN na identificação de vítimas em crimes, mais concretamente as vítimas de catástrofes em massa como atentados, tsunamis, incêndios, etc.
A notícia que me fez despertar o interesse é da TSF e foi publicada em 2018 (sim, eu sei que é um pouco antiga). Resumindo, o artigo relata-nos que passados 18 anos dos ataques às Torres Gémeas (11 de setembro de 2001, Nova Iorque) cerca de 1.100 vítimas continuam por identificar. Nos últimos anos, segundo a diretora do Serviço de Genética e Biologia Forenses do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses houve algum desenvolvimento nessa área. Segundo a diretora: "A genética forense, (…) resolve cada vez um maior número de casos, de amostras cada vez mais reduzidas e muito degradadas (…) hoje em dia conseguem-se resultados em amostras que há uns anos atrás não era possível resolver. A genética forense evoluiu muito como resposta ao 11 de setembro devido à dificuldade na identificação dessas amostras." Apesar de se terem registado alguns avanços durante estes anos, Eugénia Cunha (antropóloga forense no I.N.M.L.) refere que existem vários fatores que dificultam a identificação das vítimas: "A temperatura, a humidade, o pH, tudo isso faz com que o ADN se degrade. (…) e, repare, se o fragmento é muito pequeno a probabilidade de lá encontrarmos ADN também é mais reduzida."
Atualmente o I.M.L de Nova Iorque continua a trabalhar para identificar cerca de 22 mil restos mortais que ainda não foram associados a qualquer pessoa. Eugénia também refere: "Quando eu comecei nem sequer se colocava a hipótese de extrair ADN de um osso. (…) Hoje já se faz extração de ADN de ossos muito antigos. (…) a tecnologia está de facto a avançar imenso (…)”. A notícia pode ser lida na intriga AQUI.
Eu escolhi este artigo porque relaciona um dos temas abordados na disciplina de Biologia, mais concretamente com a temática do DNA. Uma matéria que eu achei muito interessante, apesar de não ser de fácil compreensão. Este artigo despertou-me curiosidade pois tenho interesse na área das ciências forenses, mais concretamente na medicina-legal (um curso que me interessa).
Após a leitura deste artigo e alguma reflexão percebi que o DNA é importantíssimo na identificação de vítimas quando não é possível ser feito de outra forma. Sendo que há alguns anos atrás isto não poderia ser feito, pois não havia tecnologia suficiente.
Descobri também que estão sempre a ocorrer progressos científicos nessa área das ciências forenses, sendo que alguns destes avanços só ocorreram como resposta ao 11 de setembro. Estes progressos aconteceram graças à tecnologia e ao trabalho dos investigadores.
Por fim, a título de curiosidade também encontrei outra pequena NOTÍCIA referente ao ano de 2021 que enriquece o que referi anteriormente. Resumindo, devido aos avanços tecnológicos foram possíveis identificar oficialmente mais duas vítimas dos atentados às Torres Gémeas. Apesar de todos estes avanços, ainda faltam identificar cerca de 1000 vítimas. “Há vinte anos, fizemos uma promessa às famílias das vítimas de que iríamos fazer o que fosse preciso, durante o tempo que fosse preciso, para identificar os seus entes queridos, e com estas duas novas identificações, continuamos a cumprir essa obrigação sagrada”, disse Barbara A. Sampson, médica-legista chefe da cidade de Nova Iorque. Estas novas identificações foram possíveis através de uma tecnologia de sequenciação de ADN, mais sensível e rápida.
Por fim, acho também importante que se continue a investir e investigar mais nesta área (extração de DNA de ossos) para se poder resolver mais crimes e acabar por identificar todas as vítimas deste atentado. Pois cerca de 1000 vítimas continuam por identificar, visto que ainda não existe tecnologia suficientemente avançada para o fazer. Eu tenho a certeza que a ciência não vai ficar por aqui e será possível num futuro próximo identificar todas as vítimas.
Espero que tenham gostado desta reflexão e aprendido um pouco mais sobre o tema que abordei. Gostaria que continuem comigo, nesta jornada… Ahh! Já tenho algumas ideias para a próxima reflexão. Até Breve 😉
02/10/2021- 1º Reflexão Crítica
Após a leitura do ARTIGO de Hália Costa Santos e mediante alguma reflexão ficamos a conhecer a vida de Diogo Teixeira Pereira e tudo o que conseguiu alcançar. Durante o seu percurso este jovem teve de ultrapassar algumas adversidades… mas mesmo assim conseguiu alcançar “obras valerosas”.
Diogo empenhou-se muito nos estudos e assim conseguiu obter uma bolsa de estudos que lhe permitiu abrir horizontes, investindo o dinheiro de forma a obter mais competências que viriam a ser úteis para a sua vida futura. Na minha opinião as bolsas são importantes pois permitem “oferecer oportunidades” aos estudantes desde que estes se esforcem. Desta forma estes estudantes podem obter uma qualificação superior, permitindo-lhes assim, usufruir de uma vida melhor com mais oportunidades.
Também achei interessante o facto de Diogo referir “Não podemos esperar que as coisas nos caiam de bandeja. (…) É importante sermos fixos, mas flexíveis.” Na minha opinião, o jovem tem toda a razão, pois como sabemos, para obtermos algo de “grandioso” nas nossas vidas temos de trabalhar e fazer vários sacrifícios para o conseguir. Não é verdade que quando conseguimos obter algo (como por exemplo, uma boa média) devido ao nosso esforço e dedicação, nos sentimos realizados connosco próprios? A vida também pode ser imprevisível. Mesmo que tenhamos objetivos/planos de vida (como ir para a universidade), temos de ser flexíveis na sua obtenção. Às vezes as coisas não correm como queremos e planeamos, mas se realmente formos flexíveis e resilientes aprendemos a superar e caso seja necessário escolhemos outro caminho.
É também importante salientar o papel da família no percurso dos jovens. A família deve apoiar e ajudar nas suas escolhas tal como fez a família de Diogo que sempre o apoiou e incentivou a apender e explorar para poder ter uma vida melhor.
O exemplo deste jovem abrantino, deve ser “modelo”, para nós, estudantes. Isto só prova que com empenho e dedicação conseguimos obter “obras valerosas”.
Saudações! Já estavam com saudades nossas? Aqui estamos com mais uma das nossas reflexões de grupo! O artigo que escolhemos fala-nos sobre um grupo de “turistas espaciais” que regressaram á Terra mais tarde do que o esperado. O artigo pode ler lido AQUI . A missão AX-1 que apenas deveria ter demorado 10 dias sendo que, 8 destes seriam passados a bordo da Estação Espacial Internacional. No entanto, os quatro "astroturistas" acabaram por desfrutar de quase o dobro do tempo no espaço, perfazendo assim cerca de 240 órbitas à volta da Terra. Esta missão espacial foi a primeira totalmente privada e foi organizada pela Axiom Space, Space-X e a NASA. A viagem espacial teve um custo de 55 milhões de euros por pessoa para poderem desfrutar da “experiência de 8 dias a bordo da Estação Espacial Internacional “. Esta missão partiu da Terra no dia 8 de abril e regressou 17 dias depois (mais sete que o esperado). A viagem entre a Estação Espacial Internacional e a Terra teve uma dur...
Boa noite a todos! Esperamos que estejam bem, estamos de volta com mais uma das nossas reflexões. Hoje vamos falar-vos sobre alguns movimentos feministas que têm surgido ao longo do tempo. Feminismo por definição é a doutrina ou movimento que visa a defesa dos direitos das mulheres com base no princípio da igualdade de direitos e de oportunidades entre os sexos, ou seja, com base na total igualdade de género. Por muitos comentários nas redes sociais e nos media, o feminismo é quase entendido como a tentativa de as mulheres serem superiores aos homens, mas não é essa a finalidade, porque nem é a palavra em si que importa, o que importa é a ambição e a ideias que estão escondidas por trás dela. Em maio de 1984, surge a primeira greve fabril dirigida por mulheres após os seus patrões decidirem que os seus salários seriam reduzidos em 25% e que os horários de trabalho de todos os trabalhadores incluiriam mais uma hora de trabalho diário. Esta primeira greve teve lugar em Rhode Island n...
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