Estudo conclui que o espaço altera estrutura do cérebro de astronautas
Boa noite a todos, estamos de volta com mais
uma das nossas reflexões! Há algum tempo que já não publicamos nenhuma reflexão
devido à pausa letiva. Já iniciámos o segundo semestre que esperamos concluir
com sucesso. Com este novo início vão também voltar as nossas reflexões em
grupo. O tema de hoje está relacionado com uma notícia que encontrámos que tem o
título: “Estudo conclui que o espaço altera estrutura do cérebro de
astronautas”.
Os resultados do estudo revelam alterações
microestruturais significativas em vários segmentos da substância branca (canal
de comunicação do cérebro), como os relacionados com funções sensoriomotoras. Deste
modo, um estudo divulgado a semana passada, concluiu que o cérebro dos astronautas
sofre alterações na sua estrutura após uma estadia de longa duração no espaço.
O estudo foi publicado na revista científica Frontiers
in Neural Circuits após uma colaboração entre as agências espaciais
europeia (ESA) e russa (Roscosmos). Foram analisadas imagens de 12 pessoas
antes e depois da sua permanência no espaço, que durou em média seis meses.
A verdade é que o cérebro humano pode mudar e
adaptar-se tanto a sua estrutura, como a sua função ao longo da vida. À medida
que a exploração humana do espaço vai ganhando e atingindo “novos horizontes”,
é “crucial compreender os efeitos de um voo espacial no cérebro”, justifica em
comunicado a Frontiers.
Estudos anteriores já tinham concluído que uma viagem espacial tem a potencialidade de alterar a forma e a função do cérebro. Contudo, este novo estudo foi o único a detetar mudanças na estrutura do cérebro. “Encontrámos mudanças nas conexões neurais entre as várias áreas motoras do cérebro. As áreas motoras são centros cerebrais onde os comandos para os movimentos são iniciados. Na ausência de peso, um astronauta precisa de adaptar as suas estratégias de movimento drasticamente”, afirmou, citado no comunicado, o primeiro autor da investigação, Andrei Doroshin, da Universidade Drexel, nos Estados Unidos.
Os investigadores usaram uma técnica de imagem
chamada “tractografia de fibra”. Esta técnica permite estudar a forma e o
estado dos diferentes segmentos da substância branca do cérebro. Segundo os
autores, novos estudos poderão vir a apoiar novas medidas que se possam adotar
de forma a minimizar os efeitos da microgravidade no cérebro dos astronautas. Atualmente,
os astronautas praticam pelo menos duas horas diárias de exercício físico na
Estação Espacial Internacional para contrariar a perda de massa muscular e
óssea.
Decidimos realizar uma reflexão sobre este
tema, pois achámos bastante interessante como algo assim pode ser acontecer.
Assim, e tendo em conta que já se fala em fazer turismo no espaço, torna-se importante
perceber que impactos poderão ser estes e se eles se verificam também a curto
prazo. É necessário ter a certeza que se se mandar civis para o espaço estão
assegurados a sua segurança e o seu bem-estar físico e psicológico. É interessante
ver como os conhecimentos científicos sobre o cérebro e o sistema nervoso podem
ser utilizados neste tipo de descobertas.
Por último, mas não menos importante, à luz
dos acontecimentos mais recentes, gostávamos de deixar uma nota sobre aquela que
é a situação atual na Europa. É verdadeiramente assustador estar a assistir a
um conflito como este por isso não podemos deixar de realçar que é imperativo
dizer NÃO à guerra. Queremos, e esperamos, que situação melhore e que o povo Ucraniano
possa sentir a força e o apoio necessários para ultrapassar e vencer este
momento difícil.
Muito obrigado por nos acompanharem! Até à
próxima semana :)
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarOlá! Achei o vosso post bastante interessante e educativo. É um tema que sempre me causou curiosidade, portanto é sempre bom aprender mais um pouco. Queria acrescentar que achei muito bonito da vossa parte a nota que deixaram, pois são momentos traumatizantes que ninguém deveria passar, mas infelizmente ainda acontece. Continuem com o bom trabalho!
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