Vacinação contra o SARS-COV-2

Boa noite a todos, estamos de volta com mais uma reflexão em grupo! Desta vez, a nossa reflexão é com base numa reflexão crítica que realizámos na aula como tarefa de avaliação sumativa. Desta vez, respondemos a apenas três questões relacionadas com a temática das vacinas. A primeira questão pedia que apontássemos qual o principal objetivo das vacinas contra a Covid-19 existentes no mercado com base numa página da internet disponibilizada pelo professor: Clique aqui. A segunda tinha como alvo um quadro em que tínhamos de identificar as principais características, dados fornecidos e formas de colheita de testes ao SARS-COV-2. A terceira questão é que era a reflexão crítica propriamente dita. Nesta questão era-nos pedido que, a partir da análise dos artigos referenciados, apresentássemos uma reflexão crítica sobre “a obrigatoriedade ou não da vacinação contra o SARS-COV-2” que relacionasse os temas: ciência, tecnologia, sociedade e ambiente. Assim, deixamo-vos aqui a nossa reflexão.

Para que possamos realizar uma reflexão crítica sobre a obrigatoriedade, ou não, da vacinação contra o SARS-COV-2, é necessário dar uma definição do conceito de “vacina” e dar uma noção do impacto que a vacinação pode ter na população. Apesar de estas informações poderem ser mais gerais aplicam-se, também, à vacina contra o SARS-COV-2. Uma vacina é uma ferramenta considerada segura e eficaz que protege as pessoas de contrair doenças infeciosas através do estímulo da produção das nossas defesas, os anticorpos. As vacinas ajudam também a impedir a transmissão destas doenças, em específico, e, neste caso, do SARS-COV-2 na comunidade. Quando alguém é vacinado, é muito provável que fique protegido contra a doença alvo. A vacinação não só protege quem é vacinado, como também protege todos aqueles que não a levam. Quando grande parte da população já se encontra imune, o agente infecioso tem mais dificuldade em difundir-se na comunidade. Assim, e agora, que já temos algumas informações objetivas, vamos transmitir-vos a nossa opinião.   

No nosso grupo não é consensual a opinião que temos em relação a obrigatoriedade, ou não, da vacinação contra o SARS-COV-2. A maioria concorda que a vacinação não deve ser obrigatória.

Este é um tópico que envolve vários temas, entre eles, a ciência, a tecnologia, a sociedade e o ambiente. A verdade é que só com a ciência sabemos a constituição qual é a constituição dos vírus, qual poderá ser a constituição de uma vacina e como poderá o vírus comportar-se. Contudo, só com ajuda da tecnologia é possível alcançar tais descobertas. Só com a interajuda/cooperação entre as ciências e os avanços tecnológicos é que foi possível estudar o vírus SARS-COV-2, os seus efeitos e aquilo que o poderá combater. Mais do que isso, eles permitiram-nos, ou permitem, descobrir tão rapidamente uma vacina e encontrar um método distribuí-la pela nossa população. A obrigatoriedade da vacinação é muito mais do que uma questão estritamente ligada a fatores científicos e/ou tecnológicos. Ou seja, vai muito mais além por se relacionar com a sociedade e todas as suas particulares. Ao obrigarmos alguém a vacinar-se estamos, sem dúvida, a tirar a liberdade de escolha a muitas pessoas. Numa sociedade em que tantos lutaram, e lutam, nos mais variados campos, é impossível tirarmos essa possibilidade independentemente de quem seja. Por outro lado, as pessoas que escolhem vacinar-se continuam a ter as mesmas oportunidades que aquelas que escolheram não se vacinar. Ou seja, as pessoas devem ter o direito de escolher que não se querem vacinar, contudo, essa escolha devia ter um “preço”. Isto tendo em conta, que aqueles que escolhem vacinar-se com a finalidade de ter mais segurança, têm essa mesma segurança posta em causa por estarem nas mesmas situações que os outros. Assim, é evidente através de que forma a sociedade se relaciona com este tema tão polémico que levanta bastantes questões éticas sobre a liberdade e a forma como ela é usada. Por outro lado, o ambiente também tem um papel nesta discussão. A verdade é que, ao estarmos a tentar eliminar o coronavírus (SARS-COV-2) das nossas sociedades, estamos também a contribuir para “acabar” com ele em todos os outros ecossistemas. Ao eliminarmos uma “espécie”, independentemente de qual seja, é estar a diminuir a biodiversidade existente no nosso planeta. Muitos argumentarão que essa extinção poderá ser uma mais valia, mas, e para os restantes ecossistemas? Não criará um desequilíbrio, por mais pequeno que seja, em alguns ecossistemas? E que impacto terá isso para nós? Todas as espécies contribuem para o equilíbrio dinâmico e, por isso, eliminar alguma delas poderá pôr em causa esse mesmo equilíbrio.

Como já tínhamos referido anteriormente, no nosso grupo a maioria concorda que a vacinação não deve ser obrigatória. Poderíamos também ter explorado essa vertente na nossa reflexão, contudo, não nos pareceu adequado. Para além disso, mesmo tendo a nossa opinião, não há como negar como a sociedade a põe em causa e a condiciona e como a ciência, a tecnologia e o ambiente nos conduziram a ela.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Turismo Espacial

Movimentos das Mulheres