Portuguesas criam joias sustentáveis feitas com celulose bacteriana
Boa noite a todos, sejam bem-vindos de volta a mais uma das nossas reflexões. Com o voltar das aulas, voltamos também nós com as nossas reflexões! Desejamos a todos, uma vez mais, um bom 2022 cheio de saúde! A nossa reflexão de hoje, a primeira de 2022 por coincidência, tem como tema um projeto pioneiro lançado por duas portuguesas e que tem como objetivo a criação de joias sustentáveis feitas com celulose bacteriana.
Ultimamente, e atendendo à situação climática
crítica que o nosso Mundo enfrenta, muitas têm sido as soluções encontradas
pela indústria da moda para desenvolver peças amigas do ambiente que sejam,
simultaneamente, inovadoras e criativas. Desde têxteis feitos a partir de
garrafas de plástico, cogumelos e ananases muitas são as novas criações que podemos
encontrar. Ora, no mundo da joelharia, o cenário não é de forma nenhuma
diferente. O investimento em materiais sustentáveis tem crescido também a olhos
vistos. Os diamantes produzidos em laboratório já são comuns bem como as peças
produzidas em ouro reciclado, mas mais soluções existem. Como uma das matérias
primas de eleição de uma dupla de designers portuguesas de Viana do Castelo
temos a celulose bacteriana e a prata reciclada.
As designers Sílvia Araújo e Lia Gonçalves em declarações à Lusa afirmam: “O projeto pioneiro foi desenvolvido por Sílvia Araújo e Lia Gonçalves que, em declarações à Lusa, afirmou: “São as primeiras joias no mercado português que juntam a prata reciclada, obtida através do reaproveitamento de peças usadas, à celulose bacteriana — um polímero natural, biodegradável e renovável. Este material pode ser produzido e otimizado em laboratório para diferentes aplicações, desde a moda aos cosméticos, passando pelo setor alimentar e até na medicina.”
O objetivo do projeto, que ganhou o
nome de Ensaio, é sensibilizar as pessoas para a necessidade de tornar a moda
numa indústria mais sustentável. Assim, o primeiro passo nessa direção deve ser
adotar processos de produção baseados em materiais que sejam considerados mais
amigos do ambiente. Lia Gonçalves explicou também o porquê de terem escolhido a
celulose de bacteriana, dizendo: “O que acontece é que a celulose bacteriana é
usada como complemento estético, mas, devido às suas características, acaba por
se degradar naturalmente com o uso da joia. Esta dimensão é imprevisível e
permite que a peça adquira novos desenhos à medida que é manuseada, mantendo
sempre a função para a qual foi criada”.
As criações da dupla de Viana do
Castelo vão estar em exposição no MAAT (Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia),
durante um ano inteiro na exposição Portuguese Jewellery X MAAT: Rethink. React.
Reshape (Repensar. Reagir. Reformular.). Esta foi uma iniciativa que
resultou de uma parceria entre o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia e a
Associação de Ourivesaria e Relojoaria Portuguesa. As peças poderão também ser
adquiridas no local, pelas visitantes do museu.
Escolhemos este tema para a nossa
reflexão por termos achado bastante interessante como um material tão improvável
pode ser utilizado em algum tão comum e largamente utilizado no nosso dia a dia.
Para além disso, nunca é de mais realçar e divulgar projetos que apoiam a ideia
da sustentabilidade, colocando-a em prática naquilo que produzem. É
definitivamente bom ver como os mais diversos materiais podem ser utilizados
para fins estéticos que são considerados, normalmente, mais elegantes e de
luxo.
Esperemos que tenham gostado da nossa
reflexão de volta e que tenham refletido sobre este tema que envolve o
ambiente! Até à próxima! :)
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