Os danos causados pela pandemia nos idosos
Olá, muito boa noite a
todos! Esperemos que tenham tido um ótimo início de horário de inverno! A nossa
reflexão de hoje vai ser baseada num pequeno vídeo que encontrámos no site da
SIC Notícias.
No vídeo podem encontrar
um pequeno excerto do Primeiro Jornal, que corresponde à emissão que é
transmitida diariamente a partir da uma da tarde. O excerto é de uma reportagem
que teve como alvo a comunidade sénior de um lar em Bragança. Deste modo, a SIC
fez uma visita ao local não só com o intuito de compreender as novas rotinas do
lar em tempo de pandemia, mas também como essas novas rotinas afetaram física e
psicologicamente os utentes da instituição. Durante mais de um ano e meio, todos
os lares viram-se sujeitos a rigorosas restrições. Foram proibidas as visitas
de familiares, as saídas dos utentes para o exterior e até os grandes
aglomerados entre os utentes, mesmo dentro das instalações. Todas as épocas
festivas, incluindo o último Natal, foram passadas entre as paredes das instituições.
Por não haver a possibilidade do presencial, recorreu-se, muitas vezes, às videochamadas,
à troca de fotografias, vídeos e mensagens e às ligações telefónicas para que
fosse possível o contacto contínuo entre os utentes e os seus familiares. Como
declarado pela SIC “Foram tempos difíceis de gerir pelas instituições”, mas
foram tempos igualmente difíceis a nível emocional para os utentes e para os seus
familiares.
Sabemos, pelas diversas
fontes, que as “restrições a que os lares estiveram sujeitos, durante mais de
um ano e meio, refletiu-se a nível emocional, cognitivo e motor dos utentes e
agravou as demências”. Mais concretamente, todos os danos emocionais causados
mostram-se, agora, difíceis de reparar. A nível motor, viram grande parte da
sua mobilidade afetada. Já a nível emocional, desenvolveram quadros depressivos.
Já os utentes com demência, revelaram uma grande agitação psico-motora e, alguns
daqueles que ainda eram mentalmente saudáveis, iniciaram demências. Na
reportagem da SIC todos estes dados foram confirmados pela Psiconutricionista
Ana João.
Apesar do alívio das
restrições estar a devolver alguma normalidade aos lares, ainda se está longe
do que era habitual antes da pandemia. Nunca antes se tinha mostrado quão
essencial é a interação entre a comunidade sénior de todos as instituições e a
comunidade exterior.
Decidimos que este ia ser
o tema da nossa reflexão de hoje, dado que esta reportagem só veio realçar o
quão importantes são as nossas interações para o nosso bem-estar psicológico e
o quanto este é importante para o nosso bem-estar e desenvolvimento físico.
Para além disto, sentimos que é preciso dar a devida voz e o devido valor a uma
parte da comunidade que, apesar de já envelhecida e, por vezes, esquecida, não deixa
de ter sido e de continuar a ser indispensável.
Muito obrigado por
estarem connosco mais uma semana! Para a semana estamos de volta! :)
Boa tarde, assim que li o título desta notícia não pude ficar indiferente por achar que devia ser algo que todas as pessoas deviam ter em mente, que é os impactos que a pandemia trouxe à população idosa.
ResponderEliminarEsta pandemia hoje já leva quase dois anos, acho que ao longo desses dois anos todos nós já nos sentimos sozinhos ou tristes, então acho que devíamos pensar que, os idoso sendo a parte da população mais sensível e frágil, deviam receber uma especial atenção da parte da família e outros.
Eu próprio senti que os meus avós, devido à pandemia, tornaram-se muito mais necessitados no contexto em que queriam que eu, o meu irmão, as minhas primas fôssemos mais vezes a casa deles para estarmos com eles e assim tornar o seu dia menos monótono. Apesar de nunca estarmos com eles sem máscara para não os comprometermos ao vírus acho que é algo necessário para que estas pessoas não se sintam ainda mais excluídas da sociedade e para não deixar que em momento algum se sintam sozinhos ou deprimidos.
Achei esta publicação bastante necessária e está bem ligada aos CTSA já que revela um dos maiores problemas da sociedade atual perante a COVID-19.