Banco Alimentar Contra a Fome

Boa tarde ou até mesmo boa noite considerando que, por esta altura, já só vemos escuro e luzes acesas lá fora! Estamos de volta com mais uma reflexão em grupo. Como podem ou não saber, durante o fim de semana, decorreu mais uma campanha do Banco Alimentar Contra a Fome. 

A Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome foi fundada em 23 de fevereiro de 1999. Atualmente conta com 21 Bancos Alimentares em atividade, espalhados pelo Continente e Ilhas, criando assim uma rede de combate ao desperdício e de ajuda aos mais necessitados, tão estruturada quanto possível. Explicando melhor o que são os Bancos Alimentares, podemos dizer que estes “são uma resposta necessária, mas provisória, porque "toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente que lhe assegure e à sua família, a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda aos serviços sociais necessários" (Excerto do artigo 25º da Declaração Universal dos Direitos do Homem)”. A instituição ajuda cerca de 420 mil pessoas, ou seja, 4% da população portuguesa.

Avançando para a iniciativa que decorreu ao longo deste fim de semana, sabemos que esta contou com cerca de 20 mil voluntários, sendo que, muitos deles, fazem também parte do Corpo Nacional de Escutas (CNE). Os voluntários regressaram às recolhas presenciais de bens alimentares, após um ano de interrupção devido à pandemia, e distribuíram-se por cerca de 1.200 estabelecimentos comerciais de norte a sul do país. Mais uma vez, milhares de portugueses, mostraram-se solidários. As formas de contribuir podiam ser diversas passando não só por alimentos, mas também por dinheiro ou até mesmo vales. Assim, além dos produtos físicos, os portugueses podiam contribuir com ajuda monetária ou com vales disponíveis nas caixas dos supermercados ou ainda recorrer ao online.

Embora não possamos confirmar com certeza os dados deste domingo, o balanço das doações para o banco alimentar, só ao longo do dia de sábado foi de 871 toneladas de alimentos. Muitos deles são bens não perecíveis, tais como, conservas, azeite, açúcar, farinha ou massas. Após as recolhas, a logística profissional que adotam para tratar dos alimentos passa por: uma triagem e armazenamento, um controlo de qualidade e uma rede de frio.

Decidimos escolher esta campanha como alvo da nossa reflexão desta semana, pois cremos que, todos aqueles que podem, devem ajudar e contribuir para causas como esta. Causas que, mais do que defender interesses, defendem as pessoas que mais precisam e que beneficiam de toda e qualquer ajuda que se lhes possa dar. Para além disso, também achamos importante destacar o número de jovens que participou nesta iniciativa. O futuro é nosso e estás nas nossas mãos, por isso, ninguém melhor do que nós para fazer parte de iniciativas tão boas e fundamentais como esta. Todos nós no grupo contribuímos para esta iniciativa de alguma maneira por isso é bom poder falar dela.

Fiquem atentos às nossas próximas reflexões! Até à próxima! :)



Comentários

  1. Boa Noite! Está reflexão me suscitou bastante interesse, sendo que fala sobre compartilhar o que temos com os que não conseguem ter.
    Este tema me chamou bastante a atenção, já que na minha Terra Natal existem varias pessoas que passam por essas dificuldades, de muitas vezes não ter o de comer ou de beber e inclusive eu já fui uma dessas pessoas, mas com a ajuda de pessoas realmente generosas, muitas vezes nós conseguimos ir para a cama de barriga cheia. Eu lembro que uma das minhas vizinhas costumava cozinhar e dizer que todos os que quisessem estavam convidados para irem saborear da sua deliciosa comida.
    Um dos exemplos de uma pessoa que mesmo tendo pouco não tem medo de compartilhar, é de uma amiga da minha tia, que não deixou de partilhar uma uma simples sopa, que não envolvia muitos ingredientes e que era para os filhos, com outras crianças inclusive eu, e era a melhor sopa que já provei.
    Concluindo, muitas pessoas apesar de não terem muito, conseguem compartilhar com os outros, enquanto que outros apenas arranjam desculpas para não o fazerem.
    Adorei ler esta publicação, pois acabou por me envolver emocionalmente trazendo lembranças de um passado não tão afortunado, mas feliz.

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